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terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

pirâmides em Marte

Parece que o português Rocky Marciano se prepara para nos brindar outra vez com a sua requintada orquestração de hip-hop, electrónica, jazz e funk com Back to the Pyramid.
Depois de The Pyramid Sessions (2005) e Outside the Pyramid (2008) (de todos os CDs que comprei, um dos que mais valeram o investimento!), a água na boca é muita! Sobre RM, para os que já pisam esta rua há mais tempo, não é a primeira vez que falo dele.

Rocky Marciano na sua primeira encarnação (antes de reencarnar num refinado produtor de música):

sábado, 19 de setembro de 2009

música para dar em doido



... não por ser de má qualidade, mas por ser, ela própria, doida.
Electrónico, surrealista e imprevisível. Talvez por isso seja este álbum a banda sonora de um filme - Liquid Sky (1982) - cujo enredo vem descrito no IMDB da seguinte forma:

Invisible aliens in a tiny flying saucer come to Earth looking for heroin. hey land on top of a New York apartment inhabited by a drug dealer and her female, androgynous, bisexual nymphomaniac lover, a fashion model. The aliens soon find the human pheromones created in the brain during orgasm preferable to heroin, and the model's casual sex partners begin to disappear. This increasingly bizarre scenario is observed by a lonely woman in the building across the street, a German scientist who is following the aliens, and an equally androgynous, drug-addicted male model. (Both models are played by Anne Carlisle, in a dual role.) Darkly funny and thoroughly weird.

Ainda não percebi se fiquei com vontade de ver o filme depois do que li. Acho que me vou ficar pela música...

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

"What is a DJ if he can't scratch?"


... é umas das tracks mais poderosas de On the Nile (1984), álbum de estreia de Egyptian Lover. Foi com ele e com outros como Arabian Brother ou, claro, Afrika Bambaataa (Planet Rock também data de 1984), que o Hip-Hop começou a ganhar forma, a partir dos contornos electrónicos dos então (e hoje!) super-inovadores Kraftwerk.
Deste disco sente-se o electro com beats muito vigorosos, os primeiros synths a darem o ar da sua graça, orgãos psicadélicos, scratchs abusados e, de quando em vez, Egyptian Lover a rappar, quase sempre num discurso sexual e de "come on, let's party". Nota-se que a componente sonora ainda se sobrepunha aqui à do rap. Na verdade, a cena electrónica era aqui a novidade e assumia papel central. Só uns anos mais tarde, com a redução dos bpm e com o papel do MC a tornar-se tão central como o do DJ, é que passamos a encontrar discos de rap dito "clássico" - era o aparecimento dos De La Soul, os EPMD, os NWA, os Beastie, os Boogie Down, entre outros. Embora, é certo, com tonalidades sonoras diferentes - entre a cena jazzy dos De la Soul, os beats duros dos EPMD e dos NWA ou o punk e o funk dos Beastie vai uma distância estética assinalável.

Este disco vale, a meu ver, não tanto pelo seu valor histórico - como precursor do Hip-Hop ou de outras correntes psicadélicas mais ou menos electrónicas [oiço neste momento "I Cy (night after night)" e lembro-me de Prince] - mas sim pelo seu valor autónomo, dentro do género electrónico. É uma verdadeira bomba oldschool, entre o dark e o surrealista, e óptima para dançar.

Egypt, Egypt


What is a DJ if he can't scratch?


My House


Girls