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domingo, 5 de abril de 2009

Call Me


A rua volta a acordar depois de quase 3 semanas!
E para primeiro disco de Abril, chega a bomba de estreia de D-Nice: Call Me D-Nice, de 1990.
D-Nice é um produtor, dj e rapper membro do lendário grupo Boogie Down Productions, juntamente com o KRS e com o dj Scott La Rock. Deste último há um mix engraçado com alguns dos beats mais conhecidos do Criminal Minded (1987) e do By All Means Necessary (1988) - qualquer coisa como Scott La Rock Boogie Down Productions mega mix - os dois primeiros discos do grupo.
Quanto a D-Nice, apresenta no historial, para além do album de hoje, o To tha Rescue (1991), que ainda não tive oportunidade de ouvir.
Call Me D-Nice começa logo a abrir quando se ouve uma voz off perguntando: "Is that a turntable? Well get on it... it's your turn!" É a primeira música do disco - Crumbles on the table - beat funky com muito scratch e batucada! Nice, indeed!
A faixa 3, Glory, vai até à guerra civil norte-americana: "Back in the civil war days of 1863 was the year that free blacks would try to adapt as soldiers". Letra muito interessante sobre a luta negra na América branca. O refrão - samplado de um discurso, parece-me - é muito forte: "Courage, spirit, and honor... on the path to find Glory!". Alusão ao Paths of Glory do Kubrick?
Em The TR 808 Is Coming entra em cena KRS-One aka The Teacha (!). Som calminho onde, enquanto D rima, KRS vai fazendo umas macacadas no background. Faz lembrar muitos artistas da tuga que hoje soltam interjeições animadas enquanto outro está a rimar.
Passamos para It's Over, beat com a voz feminina de Dawnn Levis, cheio de soul. Muito bom mesmo... foi aqui que o P. Rock e o CL vieram buscar inspiração para a Take you there. :)
Até ao fim do disco, entre A Few Dollars More, It's All About me, Pimp of the Year e And you don't stop é puro entretenimento com rimas vivas e bem-dispostas debitadas em cima de beats onde o funk é uma constante. Muito bom para tocar num festa ao lado de um James Brown ou de uns Kool&theGang, por exemplo.

Ficam alguns beats (os que encontrei) deste disco. De clips não há registo no youtube, pelo que deixo um outro clip da They Call me D-Nice, beat aque aliás não sei de que disco faz parte.


Crumbs On The Table - D-Nice


The TR 808 Is Coming - D-Nice


Its Over Now - D-Nice

segunda-feira, 16 de março de 2009

otherground



Boss AC é um dos melhores rappers portugueses desde que a cena portuguesa ganhou corpo nos anos 90. Como qualquer (bom) artista que não faz dos seus horizontes redomas herméticas e ignorantes, tem sido criticado pelos puristas pela sua suposta comercialização. Nem vou discutir isto, tal é a ignorância que revela. É uma paranóia próxima do patológico... Enfim, basta dizer que AC esteve no primeiro disco de sempre de rap em português (o lendário Rapública de 94 com dois grandes beats - A Verdade e Generate Power) e que desde então fez 3 dos melhores cds da cena hip hop portuguesa. Com inteligência, talento e atitude muito própria.
Se Manda Chuva (1998) e Rimar contra a Maré (2002) foram discos naturalmente mais camuflados (ou underground, como se preferir), pela falta de atenção mediática ao próprio hip hop que começava a despontar em Portugal, já Ritmo, Amor e Palavras (2005) concentrou em si muitos holofotes. E aplausos. Ora é aqui que alguns rappers parece que se beliscam. Como me chateia que o quintal do vizinho seja um pouco mais bem-tratado que o meu, toca a começar com a intriguice desonesta e gratuita.
Recordo que Ritmo, Amor e Palavras tem beats monstruosos, como é o caso de Yo (Não brinques com esta merda) com o Pos dos De La Soul (!), Só Preciso de 5 minutos, Faz o Favor de Entrar (com Sam the Kid), Que Deus (beat samplado dos Madredeus), Só vês o que queres ver (com os Da Weasel) ou Quem sente sente. É um disco muito forte e com letras interessantes e bem-dispostas.
É evidente que AC tem coisas menos bem conseguidas. Qual é o artista que não tem? De certo que gravar um clip da pobreza musical e intelectual como aquele que gravou com o pindérico de um Akon não joga a seu favor. Ou passar um som seu numa série de adolescentes pouco inteligentes (para ser meiguinho) também não será muito abonatório. Mas que levante a mão o primeiro músico que só tem boas músicas porque eu quero conhece-lo...
Isto tudo a propósito do seu novo disco que aí vem e da excelente entrevista dada ao ipsílon, onde fala do hip hop, do sucesso, das críticas, do ecletismo da sua música (especialmente o fado e música cabo-verdiana), etc. A não perder, aqui.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Vem aí

o novo cd de K-OS, de seu nome YES!.
Pela amostra, parece boa cena...
Recordo-me agora da primeira vez que os ouvi: foi no Sudoeste, em 2004, creio... nunca tinha ouvido falar deles. Logo fiquei estonteado com a energia de Freeze (do album Exit, 2002)... foi voltar a casa e toca a ouvir!

4 3 2 1

D-Styles!!

Um pouco de scratch para abanar a rua, que tem andado demasiado calminha...

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Sociedade da Boa Música


O disco de hoje, Travel at Your Own Pace, foi o primeiro da dupla Y Society, constituida pelo dj e produtor Damu the Fudgemunk e pelo mc Insight.
A par de outros discos, como o The Nineties Sessions do Godfather Don, este é para mim um dos melhores da cena hip hop americana no ano de 2007.
Tal como o Nineties Sessions (de que falaremos um dia mais tarde), este é um album que nos faz viajar até ao hip hop dos beats de jazz e soul samplados tão caro aos anos 90. Nesse capítulo da produção, o mérito vai interinho para Damu, pela complexidade e doçura dos beats.
Por isso, ouvir este disco é um pouco recordar nomes como Common, A Tribe Called Quest, Digable Planets, The Pharcyde ou Pete Rock & CL Smooth. E aqui entra o papel do Insight, com um rap mesmo muito próximo do CL Smooth. Coisa boa, portanto.
Ficam alguns beats do disco e uma mix curtinha do Damu transversal a todas as faixas do disco. Aprecie-se a música e os skills!



Never off (On & On)


This Advice


Dizzy


How many of us?


Puzzles

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Notorious



Está próxima a estreia do filme Notorious BIG, filme sobre o polémico rapper com o mesmo nome e mitificado desde a sua morte (1997, um ano depois do assassinato de Tupac Shakur) em circunstâncias ainda hoje pouco claras.
Desde co-fundador, a par de outros, do chamado gangsta rap à inimizade feroz (depois de uma grande amizade) com Tupac Shakur (a outra grande estrela do rap à época); desde um dos maiores prodígios n arte do freestyle a autor de alguns dos maiores clássicos da cena hip hop norte-americana dos anos 90; Notorious BIG é, acima de tudo, e como já se disse no início, polémico. Tal como Shakur, gerador de amores e ódios. Como, aliás, qualquer artista que faça da sua música uma perfeita expressão, quase sem reservas, do que é a sua vida e o que pensa sobre ela. Sem rodeios. Nu e cru.
Pessoalmente, Notorious não é, nem de longe, nem de perto, um dos meus rappers preferidos. Não pelo facto de, ao invés, ser um admirador do legado de Tupac. Apenas porque BIG nunca teve uma dimensão lírica como outros rappers da mesma época que aprecio. Notorious é duro nas palavras, directo sobre aquilo que fala (mulheres, fama, ciúmes e rivalidades, etc.). Por isto mesmo, é considerado um dos fundadores, a par de outros como os NWA ou o Ice-T, do hoje tão mediatizado gangsta rap. Ora para quem acompanha com alguma regularidade este blog, certamente que já se apercebeu de que o hip hop de que eu gosto não passa por essa vertente. Quanto à questão mais complexa de saber se este gangsta rap é, afinal, verdadeiro rap, isso deixo para os mcs dizerem de sua jsutiça. Desde que não exagerem, pois também já estou completamente saturado de ouvir um disco onde um mc passa as 12 ou 13 músicas a auto-intitular-se como verdadeiro e a xingar no mc falso, fake, não-real. Há tanta coisa no mundo para falar...

Voltando a Notorious, dizer, enfim, que são excelentes beats para tocar numa festa ou ouvir por casa, numa de chillar. O flow é sedutor e BIG sabe rimar com classe. Mas, lá está, naquele registo gangsta, embora por vezes também encontremos letras de forte introspecção existencialista e dramática q.b.
Quanto ao filme, pelo trailer, parece-me mais uma daquelas historinhas hollyodescas. Não pela história da pessoa em si, mas pela forma como é contada. Mas será sempre um filme obrigatório para todos os amantes do hip hop mais oldschool, permitindo-nos voltar àquela golden age dos anos 90 e ver o movimento todo a crescer. De West a East...
Rest in Peace!

Notorious BIG The movie trailer


Big Poppa


Mo Money Mo Problems


Juicy

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Prémio Nobel

Ouvi este som pela primeira vez há já algum tempo. Hoje, do nada, encontrei o seu clip.
Fuse é um dos elementos dos Dealema, colectivo do Porto e Gaia, responsável, entre outros, pela sobrevivência do hip hop mais underground da cena nortenha. Tal é a minha admiração pelos DLM que prefiro deixar a apreciação para quando aqui apresentar um seu disco. Quanto a Fuse, tem também mostrado o seu trabalho a solo, sob o heterónimo de Inspector Mórbido.
O beat abaixo, Prémio Nobel, nem é dos mais característicos de Fuse, no que à letra diz respeito. Para quem pensa em Fuse como o rapper do sobrenatural, do grotesco, das palavras crus, este som mostra algo diferente.
Gosto especialmente da música pelo destinatário a quem se dirige: todos os trabalhadores (em latíssimo sensu) ignorados e esquecidos pelos interesses, pelo mediatismo imposto ou simplesmente pelos acasos da vida. A nostalgia é muita...

Fuse - Prémio Nobel

sábado, 31 de janeiro de 2009

keep shining, Raashan


A propósito dos Crown City Rockers, aproveito para apontar um dos albums de que mais gostei do ano passado: The Push.
Não é o album da banda em si, mas sim do seu vocalista, a solo. De seu nome Raashan Ahmad. Embora não conheça a sua música há tanto tempo como a de outros grandes mcs que admiro, e não tendo ele tanto trabalho como esses mesmos, posso no entanto dizer que este é um mestre de cerimónias de primeira linha. O jeito simples, inteligente e de espírito positivo lembra-me por vezes o Common (Common, sempre ele).
Quanto ao disco, desde Close a Cool Down, passando por Give thanks e Here We Go (jazzyyy shit!! com Kero One no beat), e não esquecendo If I (muito love no ar!), Peace, Shining e The Pressure, é todo um hip hop do melhor que se faz hoje. Underground, alternativo, chamem-lhe o que quiser. Hip Hop... para bom entendedor meia palavra chega.

O clip abaixo é muito interessante. Fica o convite para um eventual comentário!

Peace



Shining - Raashan Ahmad

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Alguém se lembra...




...dos Urban Species?
Provavelmente não.
Mas se ouvir a lindíssima Spiritual Love, provavelmente já lhe dirá algo. Listen (1994) é o primeiro dos dois discos da história dos Urban Species e onde esse inolvidável registo aparece. Mas a qualidade não fica por aí: espante-se com Hide and Seek, Musikism, Listen, The Consequence, The Experience e Brother.
Uma obra-prima.
Desaparecidos desde 1999. Que é feito? Voltem...

nota: Como a Spiritual Love é uma música que tem que ser ouvida em estado puro, deixo aqui a versão original da música e um clip ao vivo com a interpretação da mesma.

It's like two hearts, two minds, two bodies, two souls
Making one whole, now it's gotta be told
That what we have is more than just physical
Don't be so cynical, we got a spiritual love...



Spiritual love - Urban Species

Spiritual Love (ao vivo)


Listen (ao vivo com o francês MC Solaar)


Brother (ao vivo)

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

rap nuestro hermano (II) quase meio ano depois


Já por aqui a agulha caiu em belos discos de rap espanhol: na altura ouviu-se três grandes registos de Frank T. Na altura apontei outros bons nomes da cena espanhola, casos de Mucho Muchacho, El Payo Malo ou os Violadores del Verso. Estes últimos, aka Double V, sem dúvida o nome mais sonante.
Ora há uns dias, uma amiga minha galega deu-me a conhecer uma prestigiada rapera. Chama-se Mala Rodríguez (que confuso que isto soa) e é dona de um rap assanhado q.b. Pessoalmente, desde que oiço hip hop nuestro hermano, sempre gostei muito da sonoridade dos versos na língua espanhola. Mas conheço quem não goste nada... A verdade é que gostar de rap espanhol passa muito por aí, pelo gosto de ouvir o trauteado animado dos espanhóis. Eu sempre gostei muito da língua em si, pelo que também se deve a isso o meu apreço...
Bem, voltando à Mala, fui procurar o seu primeiro disco: Lujo Ibérico (2000). É um disco de hip hop puro e duro: beats fortíssimos (o boom bap cru) com samples da nova (boa) escola (muita electrónica, fundamentalmente). A particularidade em Mala é que além de rappar com classe, também canta muito bem. O que não se vê em todos os rappers.
Liricamente, Mala oscila entre o discurso descomprometido e o de intervenção social. Isto num palavreado de uma mulher que controla... muito patroa, portanto. De Lujo Ibérico, escolho Tengo un trato, En mi ciudad hace caló (com Kaseo), Yo marco el minuto, El Gallo e A Jierro como as minhas preferidas.

Hombre mudo antes que ciego
ya se que pedir socorro no vale pa na'.
Pedir barril, haz el favor, pide uno lleno.
Lo mejor significa, barre tu terreno
y si hay que soñar, pues sueño
son misiones en el suelo,
asi piso el suelo,
asi me quito el velo,
a ti lo que yo mas quiero


Tengo un trato

sábado, 10 de janeiro de 2009

na selva


A Tiger Dancing (2004) foi o disco que me deu a conhecer os americanos Heiruspecs.
As expectativas que tinha a seu respeito eram muito altas, dada a comparação que muitos fazem entre os Heiruspecs e os The Roots (big up!). Talvez por isso acabei por ficar desiludido com o que encontrei.
É certo que no que toca à formação, as semelhanças com os Roots são algumas: live band entre o hip hop, o rock e o indie. Mas depois a sonoridade está a anos-luz da banda de Black Thought e ?Love. A meu ver, é uma música bem mais infantil, ligeira, ingenuamente melódica. Lembrou-me, não os Roots, mas bandas como os Gym Class Heroes, por exemplo. Não que não os aprecie (os Gym); mas entre isso e os Roots vai uma distância incomensurável. A sonoridade nos Heiruspecs é um pouco adolescente: enquanto os ouço, vêm-me à memória, além dos Gym, os Limp Bizkit [nos tempos do Significant Other (1999) e do inolvidável Chocolate Starfish and the Hot Dog Flavored Water (2000)], embora num registo muitíssimo menos metalizado. Também enquanto ouço, sinto que a atmosfera algo adolescente de que falo é em grande parte devido à voz do vocalista, embora as letras sejam interessantes... Mas bem, vejam o clip e tirem as vossas conclusões.
Digamos que se os Roots são os Leões, entao os Heiruspecs serão os tais Tigres. E os Leões são sempre os reis da selva...

Heiruspecs - 5eves

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

domingo, 28 de dezembro de 2008

Cose, descose e remenda


Sr. Alfaiate é um heterónimo do produtor, rapper ocasional, mestre do turntablism e dj Nel Assassin, de quem já tocamos por aqui um belo beat.
Desta feita, a menção vai para o seu fabuloso A vida na ponta dos dedos (2006). Um disco muito ao estilo de Pete Rock (aprecie-se o seu delicioso Soul Survivor) onde o hip hop, o soul, o rnb e o funky fazem a festa. Impetuoso nos beats, clássico nos samples de soul, meloso nos vocals (Kika Santos, SP e Melo D) e atrevido quando chama por um pé de dança, este é um Nel Assassin ao nível dos melhores produtores americanos de hip hop da velha escola. Velha escola na técnica (o scratch, o sample, a mistura, enfim, o mágico turntablism) e na emoção ímpar do soul e do funk que os beats transmitem. E por isso é que a metáfora do título do disco faz sentido.
Como se ainda não bastasse, o rol de convidados é de luxo: Melo D (por aqui tocado há uns tempos), SP, DJ Riot dos Buraka Som Sistema(agradável drumNbass final), Kalaf (o cavernoso poeta do além) e o inevitável Sam the Kid.
Neste ano que finda foi dos discos que mais me prazer me deu de escutar. Os meus sinceros parabéns pela genialidade.
Big up!

(Infelizmente, não há qualquer registo deste disco no youtube. Se alguém souber como linkar aqui apenas mp3 que me diga por favor)

sábado, 27 de dezembro de 2008

Capicua meets Preemo

Quem hoje não tiver planos para a noite e quiser ouvir uma mulher tão sofisticada quanto mandona (musicalmente falando) então que apareça no PinUp Bar, pelas 23H.
Ela dá pelo nome de Capicua e é um caso sério no mic. Rimas provocantes, feministas, inteligentes e com alto perigo de explosão. Hoje apresenta a sua mixtape Capicua meets Preemo. Ou seja, é Capicua a rappar por cima de beats do Premier. É certo que ajudinha do guru dos pratos dá um certo jeito, mas a verdade é que o rap desta rapariga queima!

No seu MySpace podem ouvir algumas coisas. A minha preferida é a Lingerie.
Check it!

Capicua meets Preemo - História de Amor

São Bonnie and Clyde
roubam palmas contra a gravidade!


terça-feira, 9 de dezembro de 2008

damas no mic


Elas chegaram, viram e venceram. Num mundo que era (e ainda é infelizmente) dominado totalmente epelo sexo masculino, elas revolucionaram. Falo do mundo do hip hop, pois claro.
Se hoje continuam a ser poucas as caras femininas de destaque na cena rap internacional(tirando casos pontuais como Lil Kim, Lauryn Hill, Missy Elliot ou Lady Rage), bem como na portuguesa, imaginem o que terá sido estas três freaks apareceram na década de 80 a rappar. Ainda por cima sem papas na línguas!
Salt é Cheryl James (mc); Pepa é Sandra Denton (mc); Spinderella é Deidra Dee Dee Roper, a mulher dos pratos. Letras bem-humoradas e sexuais, irreverentes e feministas, enérgicas e descomprometidas... Como se costuma dizer na minha terra, elas não papam grupos!
Hoje fica o disco Very Necessary (1993), onde encontramos, entre outras, a fantástica Shoop. Espectacular para tocar numa festa...

Esta nem é a versão que mais aprecio. A que tenho gravada em cd (ao vivo) é ainda mais party.

Shoop

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

hip hop musician, soul music lover, cool funky brother, afro portuguese*




Outro Universo (2003) e Chega de Saudade (2005) são dois discos maravilhosos do português Melo D (não confundir com o produtor americano Melo-D).

Música fresca, viva e eclética. Afrobeat, jazz, soul, funk e hip hop na mesma redoma. E a voz rouca de Melo a seduzir.
Na minha opinião, é no rap que Melo marca menos pontos. É quando espaça a voz e contorna as linhas do soul que se entra num estado chill difícil de sair.
É consciente a junção que Melo faz entre o soul e o hip hop. Ele próprio o destaca nas suas letras, contando-nos um pouco da história deste último.

Creio que Melo D é um dos artistas mais injustamente desconhecidos da boa música portuguesa.

São poucos os clips de Melo D no youtube. Ficam alguns da sua autoria e um outro dos Cool Hipnoise, do qual Melo D fez parte, e que na altura ('95) fez muito furor.

Cool Hipnoise - Funk é mem' bom (Melo D num estilo muito Guru)



Melo D - Boas Vibrações (com Sagas)



* retirado do seu MySpace

Para que este clip não fique esquecido

DJ Nel Assassin, Family e Sagas.
Hip Hop e afrobeat em harmonia. No que toca ao clip, é das melhores coisas dos últimos tempos na cena portuguesa. Os parabéns para o realizador.

It's a complow

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

bons concertos em Dezembro





- DEALEMA (!) dia 6, no Cinema Batalha.

- NBC e Os Funks dia 7, no Plano B.

- Cool Hipnoise dia 12, Teatro Sá da Bandeira.

Tudo produto nacional, tudo boa música!

domingo, 30 de novembro de 2008

from and to the Soul



Os De La Soul actuam amanha no Casino de Lisboa depois de DJ Premier, Guru e Afrika Bambataa.
Para os menos conhecedores na matéria, nunca é demais dizer que passaram pelo Casino lisboetaalgumas das raízes do Hip Hop. Que provavelmente, e infelizmente, nunca mais vão voltar a pisar um palco português. Por motivos diversos acabei por não a ir nenhum. E quanto a amanha, ainda estou na dúvida.
Mas bem, de qualquer forma fica o meu grande, enorme, incomensurável tributo.

Dos De La Soul, o que dizer? Já os chamaram de poetas, loucos, intelectuais, psicadélicos, hippies, surrealistas, freaks, pacifistas e por aí fora. Posdnuos, Trugoy e Maseo aceitam tudo e rejeitam tudo. Gozam e divertem-se. Guardam tudo na sua muito própria Soul... e depois deitam-no cá para fora!
3 Feet High and Rising (1989), De La Soul is Dead (1991), Buhloone Mindstate (1993), pelo menos estes três, figurarão em qualquer top dos melhores discos da história do Hip Hop. Ainda assim, a sua qualidade não se resume ao hip hop: o soul e o funk são sonoridades recorrentes na sua música, daí as suas malhas serem muito boas se quisermos pôr a malta a dançar.

Aqui ficam alguns dos clips que fizeram história:

Me, Myself and I



Say No Go



Eye Know



Ring Ring Ring (Ha Hey Hey)

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

fazendo da música um tabuleiro de xadrez



How about a game of chess? (2005) é o segundo disco que aqui toco de Marc Mac (aka 4Hero). Depois desse visioneers - dirtyoldhiphop (2006), este é outro repertório fabuloso onde o Hip Hop veste a pele de anfitrião e recebe os distintos convidados chamados Soul, Breakbeat, Trip Hop e Jazz. Deste amistoso convívio resulta uma fotografia de grupo onde cada elemento faz reflectir a sua personalidade no resultado final: emoção, sedução, boa disposição, esperança, chill out, amor... A lista de adjectivos alegres e positivos não é à toa: talvez apenas a faixa 15, Angels tune, apresente um registo mais blue.
À semelhança de visioneers - dirtyoldhiphop, este é um disco que gosto do princípio ao fim. Sem excepções.

Curiosidade: a faixa 14, No Bread No Peace, dá já um cheirinho dos títulos de música revolucionários que abundam no seu disco de 2006 - It's Right to Be Civil.

Tal como quando aqui toquei visioneers - dirtyoldhiphop, continuam a ser pouquíssimos os clips de Marc Mac no youtube. Fica pois uma faixa desse disco.

The World is Yours