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segunda-feira, 1 de março de 2010

the dreamer


"Just when you think that real voices are gone and replaced by synthesized vocoders or perfectly melodined melodies, comes a real voice. A voice who’s texture, tone and timbre seem to trace the history of real jazz greats. A voice that when you hear it, you know that’s what defines the word voice. Ladies and Gents José James" – King Britt.

Encantador do princípio ao fim!
Jose James, que tem raízes portuguesas, esteve em tour por Portugal.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Shades of blue



Lançado em 2002 pela histórica editora Blue Note Records (que juntou gente como Coltrane, Horace Silver ou Donald Byrd, só para citar alguns), Shades of Blue é uma remistura de grandes registos da história do jazz americano. A receita não é, de todo, nova: construção e desconstrução de beats, lado a lado com os pianos, os saxofones ou os trompetes. Todavia, se não é nova, não deixa de ser de difícil execução. E, não sendo nova, é também sempre difícil repetir a execução com qualidade e originalidade, evitando ementas e ingredientes exaustivamente cozinhados. Obviamente que isso só está ao alcance dos melhores e Madlib, depois da partida de J Dilla, ficou provavelmente sozinho sentado no trono dos produtores da cena hip-hop norte-americana.

"Slim's Return" (original de Gene Harris & The Three Sounds)


"Song For My Father" (original de Horace Silver)

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

pirâmides em Marte

Parece que o português Rocky Marciano se prepara para nos brindar outra vez com a sua requintada orquestração de hip-hop, electrónica, jazz e funk com Back to the Pyramid.
Depois de The Pyramid Sessions (2005) e Outside the Pyramid (2008) (de todos os CDs que comprei, um dos que mais valeram o investimento!), a água na boca é muita! Sobre RM, para os que já pisam esta rua há mais tempo, não é a primeira vez que falo dele.

Rocky Marciano na sua primeira encarnação (antes de reencarnar num refinado produtor de música):

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

o nascimento de uma banda


... é mais ou menos assim, como se vê abaixo. Digo mais ou menos porque no clip presente, "The Birth of a Band" é tocada, não pelo original - Quincy Jones -, mas pela "Cope Midle School Jazz Ensemble", de quem nada sei a não ser o facto de serem as únicas almas caridosas responsáveis por esta música estar disponível no youtube.
Este The birth of a band (1958) é um estrondo.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

miles ahead of the game


Tão bom, na minha opinião, como o mítico Kind of Blue de dois anos mais tarde (1959).
Oiça-se New Rhumba (faixa 7 do disco).

domingo, 20 de setembro de 2009

como eu gosto


Para quem gosta do jazz mais arrumadinho, melódico e menos dado às efusões individuais - não necessariamente harmónicas - dos músicos de conjunto expressas nos ditos free ou avant-gard jazz, Poinciana (1963), do pianista Ahmad Jamal, é um álbum formidável. Para quem aprecia essas outras modelações, o álbum não deixará de soar bem, porque o que está ali não é outra coisa senão jazz. Do melhor que há.
Suave, delicado, doce... jazz como eu gosto! E por aqui se percebe como eu sou bem conservador no que toca a apreciar jazz.

Poinciana

(composição que não corresponde, creio, à versão presente no álbum)

sábado, 25 de julho de 2009

Para quem não gosta


do Enter the Wu-Tang (36 Chambers) dos Wu-Tang (o meu caso, é verdade!), mas aprecia a sonoridade do albúm em geral, nada melhor que o disco Enter the 37th Chamber (2009), da autoria da banda El Michels Affair. Jazz, soul, funk e muita melancolia numa cover em registo orgânico e puramente instrumental desse mítico albúm dos W.
Beautiful!







terça-feira, 12 de maio de 2009

West Coast Vibes



Roy Ayers é hoje conhecido pelas suas aventuras talentosas no cruzamento do jazz com outras tonalidades (soul, rnb, funk, hip hop). Aventuras que desembocaram no que hoje se chama de smooth jazz, jazz-fusion, soul-jazz, entre outros.
Todavia, apetece-me voltar um pouco atrás no tempo e tocar um jazz mais purista ou tradicional: West Coast Vibes é o primeiro disco de Ayers (1963), um disco de jazz super-melodioso, alinhadinho (fora da onda free-jazz da época, que pessoalmente não aprecio muito) e alegre.
Muito bonitinho.


It Could Happen to You - Roy Ayers


Reggie of Chester - Roy Ayers


Days of Wine and Roses - Roy Ayers

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Capas: Reachin' (A new refutation of time and space) (1993)



Assim o Hip Hop continuava a fazer história. De mãos dadas com os A Trible Called Quest, os De La Soul ou os Arrested Development, os Digable Planet colocavam a música rap numa dimensão nova e superior que jamais seria perdida: a poesia.
Indo mais além do rap party people dos anos 70; saltando as (supostas) barreiras do rap de contestação político-social; cosntruindo um movimento alternativo e longe dos bad boys que começavam a fazer o primeiro gansta rap da west coast americana (Compton stuff); aquele que ficou conhecido como a cena jazz-rap dos anos 90 deve muito da sua qualidade a grupos que passaram para o papel uma sensibilidade poética invulgar até à data entre a maioria dos rappers norte-americanos.
Sinto também que foi aqui mais forte do que nunca o conceito de "grupo" no que diz respeito ao hip hop. Acho que a partir do final da década de 90 - hoje, então, é paradigmático - os bons grupos de rap começaram a ser numericamente inferiores aos bons mc's a solo.

Atentemos nos versos: o bom feeling, a irreverência, a criatividade, o psicadélico e o surrealista. Grande disco!

segunda-feira, 16 de março de 2009

Capas: What color is love (1973)


Eu ainda não ouvi este disco, mas se a música for como a capa...

domingo, 15 de março de 2009

Capas: Bold Conceptions (1962)



Volta a rubrica capas com o album de estreia do trio sob a batuta do pianista Bob James, hoje um nome conhecido em todo o mundo por aquilo que se conhece como smooth jazz. Um jazz menos purista e fazendo a ponte com o funk e o rnb.
De destacar ainda os muitos sons de Bob James que estão na base de beats de alguns dos mais famosos nomes do hip hop norte-americano, casos dos De La Soul, Run DMC, LL Cool J ou Slick Rick.
Quanto à capa em si, gosto particularmente do desenho do Bob James (entre a fotografia e o estilo BD) e das cores.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

distracções


Creio não estar a dizer nenhuma asneira se afirmar que uma das (infinitas) virtuosidades da Música é distrair o ouvinte. Para o bem ou para o mal, despertando-nos um sorriso cheio ou absorvendo-nos em pensamentos mais depressivos, a Música tem esse poder: distrair, transportar, remeter para.
Ora o disco que hoje por aqui toca chama-se justamente Distractions (2006). O criador é o trompetista americano Roy Hargrove (com a banda The RH Factor), músico de formação em jazz, digamos, mais tradicional, e que tem vindo a pisar os terrenos ecléticos da neo-soul, do acid jazz e do hip hop.
Distractions transporta-nos então para um jazz que alia à sua faceta mais clássica toques inovadores aqui e ali: nas vozes melosas da soul e do rnb (veja-se, por exemplo, a voz de D'Angelo em Bullshit); na secção rítmica, com os drums bem acelerados a puxar ao funk; ou, ainda, o scratch (em Bullshit) e o vocal computarizado em Can't Stop.
As minhas distracções preferida deste disco são Crazy Race (com Renee Neufville), On the One, Family e Hold On.

Aqui fica Crazy Race, tocado ao vivo no Jazz Open Stuttgart 2005:


E Hold On no North Sea Jazz Festival 2005:

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

soulfunk flava


Ronny Jordan é um dos músicos que acompanhou Guru e a sua saga Jazzmatazz (tantas vezes aqui falada) em palco.
Como aqui o manifestei, o meu apreço por essa experimental fusion of hip hop and jazz (com assim vem na capa do volume I, de 1993) é grande, enorme. Vai daí, fiquei curioso por saber um pouco mais acerca daqueles que contribuiram para essa obra-prima.

Ronny Jordan é um guitarrista inglês muito credenciado no jazz, especialmente em experiências com estéticas diversas.
O disco que aqui toco é o primeiro que tive oportunidade de escutar deste músico. Trata-se do Off the Record (2001). Eu diria que é um Soul Survivor (do Pete Rock), mas orgânico, bastante mais refinado e com uns vocals femininos muito groovie. Tudo muito chill, num pôr de sol ao pé da praia sem nada a preocupar a cabeça...
A guitarra de RJ é uma constante, dando ao de leve o tom funky que marca todo o album.
Que posso dizer mais? Este é o tipo de disco que eu adoro. Do princípio ao fim.
Fica uma playlist com algumas demos:


Off the Record

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

still feeling Brooklyn


Vamos continuar pelas ruas de Brooklyn, desta feita para escutar os Youngblood Brass Band. Clássicos na formação (big band); inovadores na composição (jazz para dançar num espírito algo rockeiro); supreendentes qb (em alguns registos dos seus discos é possivel ouvir um mc a rappar e eles próprios se definem tendo o Hip Hop por influência); os Youngblood (formados em 1995) contam com 5 discos, dos quais conheço Better Recognize (1997), Unlearn (2000) e Center:Level:Roar (2003). O seu (muito próprio) jazz é por eles próprios descrito como riot jazz, o que traduz o ecletismo e energia na composição.
No seu MySpace, em "Sounds like...", encontramos isto: Public Enemy and Antibalas hooking up in Cuba to talk about improvised music, the weather in Bahia...and later swimming to New Orleans on principle. If KRS-One and Professor Longhair needed a backup band. Crazy, hein?
Foi a ouvir Unlearn que me lembrei de pesquisar por um concerto deste pessoal. Aqui fica um belo show em Brooklyn com uma música que se chama justamente... Brooklyn (Center:Level:Roar):

domingo, 30 de novembro de 2008

O Inverno e Eu


Vou juntar-me aos românticos que têm aclamado a meteorologia dos últimos dias. Quanto à descrição das circunstâncias, essa já está vista e revista, pelo que me limito a repeti-la: frio, chuva, casa, lareira, manta pelos pés, chá no bule.

O meu contributo para esta pax caseira é musical: Ella and Louis (1956) - Ella Fitzgerald e Louis Amstrong a aquecerem-nos a alma. É o disco por excelência para ficar no aconchego do lar (quando temos a sorte de o ter...).

Stompin' at the Savoy

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

fazendo da música um tabuleiro de xadrez



How about a game of chess? (2005) é o segundo disco que aqui toco de Marc Mac (aka 4Hero). Depois desse visioneers - dirtyoldhiphop (2006), este é outro repertório fabuloso onde o Hip Hop veste a pele de anfitrião e recebe os distintos convidados chamados Soul, Breakbeat, Trip Hop e Jazz. Deste amistoso convívio resulta uma fotografia de grupo onde cada elemento faz reflectir a sua personalidade no resultado final: emoção, sedução, boa disposição, esperança, chill out, amor... A lista de adjectivos alegres e positivos não é à toa: talvez apenas a faixa 15, Angels tune, apresente um registo mais blue.
À semelhança de visioneers - dirtyoldhiphop, este é um disco que gosto do princípio ao fim. Sem excepções.

Curiosidade: a faixa 14, No Bread No Peace, dá já um cheirinho dos títulos de música revolucionários que abundam no seu disco de 2006 - It's Right to Be Civil.

Tal como quando aqui toquei visioneers - dirtyoldhiphop, continuam a ser pouquíssimos os clips de Marc Mac no youtube. Fica pois uma faixa desse disco.

The World is Yours

sábado, 8 de novembro de 2008

Improvisos - Ornette Coleman

Em homenagem ao grande Coleman a que ontem fui assistir no Coliseu, deixo pela primeira vez nesta minha rubrica um improviso não-vocal mas instrumental.

Ornette Coleman @ Rome, 1974 (o free jazz a ecoar no free Portugal...)

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

A Life in the Day



of Experimental Music, assim se poderia chamar o segundo disco de Soweto Kinch, segundo disco também por aqui comentado deste inglês.
A Life in the Day of B19 - Tales of the Towerblock (2006), é um disco muito... marado. Se não conhecermos Kinch e ouvirmos pela primeira vez este seu registo, poderíamos ser levados a pensar que o inglês havia reunido os seus amigos com o objectivo de tocar jazz e experimentar umas cenas.
Se no seu disco de estreia (Conversations with the Unseen, 2003), é facil dizer isto é Jazz!, neste Tales of the Towerblock, seria errado fazer um juízo semelhante. Porque erradamente simplista.
Ok, tudo bem, o background é jazz: baixos, trompete, guitarras, bateria, sax. Mas esperem... o que é aquele rap todo? Ou aquelas conversas non-sense? E aqueles sintetizadores estranhos?
Pois! Se no seu disco anterior, só havíamos ouvido Kinch a rappar em momentos pontuais tendo o sax como expressão predominante, neste segundo registo, o músico pousa mais vezes o seu intrumento de eleição e dedica-se à arte da spoken word. No rap mais clássico, mas também no freestyle. E ainda (!) no beatbox (Everybody raps).
A Life in the Day of B19 - Tales of the Towerblock tem, a meu ver, o seu quê de surrealismo. Quer no rap de Kinch, quer na atmosfera sonora, há momentos de puro delírio. Esoterismo aos montes. Veja-se neste sentido as faixas 10.30 Appointment, Ridez, Padz, So! e Who Knows. Jazz mais tradicional em The Mission, Adrian's Ballad (esplêndida!), Marcus's Crisis, A Friendly Game of Basketball (adoro este título!), The House that Love built (e este!). O cruzamento de tons electrónicos e do hoje tão explorado breakbeat exponenciam ainda mais o ambiente quase-alucinado do reportório.
Ouvir este disco é uma viagem. Uma experiência de sons e imagens. Apertem os cintos!

Chris May no AllAboutJazz.com:

British saxophonist Soweto Kinch polarised opinion to the max in 2003, with his jazz 'n' hip-hop debut, Conversations With The Unseen (Dune). Many older listeners hated it, regarding it as a betrayal of tradition of Judas-like proportions. Younger, more inclusive listeners loved it, welcoming it as, simultaneously, a reconnection with jazz's long-lost roots in urban street culture and a way forward into a brighter and more vigorous future. The battle lines weren't wholly characterised by age and anticipated prejudice, however. The great, conscious rapper KRS-One loved Kinch's music and gave him a support slot on tour. More surprisingly, perhaps, Wynton Marsalis professed to like it too. The New York Times, admittedly not the newspaper of choice for most rap fans, thought Kinch could teach the US a thing or two about narrative rap. And the album picked up a string of awards, the most prestigious of which was Album Of The Year in the Mercury Music Prize.

A Life In The Day Of B19: Tales Of The Towerblock, is likely to fan the flames of dispute even harder. As Kinch has it, Conversations was concerned with taking hip-hop to the jazz audience, while B19 is about taking jazz to the hip-hop audience. There is, consequently, an even closer focus on rap, narrative and jazzoetry, alongside more of Kinch's visceral, high octane take on post bop.

Kinch's core quartet—bassist Michael Olatuja, guitarist Femi Temowo, drummer Troy Miller, and the leader on saxophones and keyboards—bring together such diverse influences as Charlie Parker, Ornette Coleman, Stevie Wonder, Charles Mingus and Duke Ellington with energy and high style.

It's all, very nearly, a major masterpiece. And there's more to come. B19 ends with one of the characters finding something unexpected and dramatic in the basement (we're not told what). Next spring, Kinch will release part two of the story, Basement Fables, and we'll find out whether that something is a path to danger or a path to salvation—or neither, or both. Whatever it turns out to be, bring it on.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Yes, we got it!!



Senhores e Senhoras, Mr. Something Else!!! dias 5 e 7 Novembro, em Lisboa (Aula Magna) e no Porto (Coliseu).