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sábado, 19 de setembro de 2009

música para dar em doido



... não por ser de má qualidade, mas por ser, ela própria, doida.
Electrónico, surrealista e imprevisível. Talvez por isso seja este álbum a banda sonora de um filme - Liquid Sky (1982) - cujo enredo vem descrito no IMDB da seguinte forma:

Invisible aliens in a tiny flying saucer come to Earth looking for heroin. hey land on top of a New York apartment inhabited by a drug dealer and her female, androgynous, bisexual nymphomaniac lover, a fashion model. The aliens soon find the human pheromones created in the brain during orgasm preferable to heroin, and the model's casual sex partners begin to disappear. This increasingly bizarre scenario is observed by a lonely woman in the building across the street, a German scientist who is following the aliens, and an equally androgynous, drug-addicted male model. (Both models are played by Anne Carlisle, in a dual role.) Darkly funny and thoroughly weird.

Ainda não percebi se fiquei com vontade de ver o filme depois do que li. Acho que me vou ficar pela música...

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

música para fazer amor com a sua old lady*



*Porque não encontrei um substituto semântico adequado para "old lady". Alguém me ajuda?

LOVAGE - Music to Make Love to Your Old Lady by (2001), é um disco tão excêntrico quanto o seu produtor Nathaniel Merriweather (apenas mais um heterónimo...), elemento, em parceria com Prince Paul (recordemos o seu papel nos primeiros discos dos De La Soul), dos não menos excêntricos Handsome Boy Modeling School.

Dado que já conhecia o seu trabalho a meias com Prince Paul em discos como So... How's your girl? (1999) ou White People (2004), não foi propriamente com surpresa que escutei mais um registo de excelente qualidade. Musicalmente, os beats embelezados pelo soul, o jazz, os blues e até o country, tudo sabiamente mexido dentro uma panela electrónica, conduzem o ouvinte até a um trip-hop multifacetado (trouxe-me à memória o Blue Lines dos Massive Attack) muito charmoso e a tender para o erotismo. Psíquicamente, as letras, as bocas bem-humoradas e as idiotices abundantes em cada música são já um habitué que, não obstante o serem, continuam a ter piada. Uma atmosfera entre o sexual e o alucinado com palavras românticas e obscenas servidas em doses iguais num declamar vagaroso e provocante.
Mas bem, se estivermos por casa com amigos, ninguém dá conta das letras e o disco passa por um registo muito... intimista. Hoje o termo até está em voga e tudo. :)

No final de contas, o título do disco tem razão de ser...

Finalmente, hoje temos clips! Dois, até.
Querido leitor: sirva-se de um bom vinho tinto e acenda um cigarro. E o resto imagine.

Stroker Ace



Book of the Month