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quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

a "mensagem" no "rap de um gajo esquisito de óculos"


"HHSE - O teu discurso como rapper é um pouco fora do vulgar. Que tipo de mensagem pretendes transmitir?
STRAY - Nenhuma mensagem específica. Há rappers que o fazem muito bem, que transmitem muito bem os seus pontos de vista e que fazem pensar as comunidades. Eu não tenho pontos de vista muito importantes para transmitir a ninguém e também não quero ter a responsabilidade de responder na vida real pelas ideias que transmito na música. Prefiro que não me levem muito a sério e só quero ser julgado pela minha capacidade criativa. Não quero com isto dizer que não sou uma pessoa de convicções, mas no rap não tenho nenhuma mensagem a transmitir... ou melhor, não tenho nenhum objectivo a atingir perante os outros. Claro que há músicas minhas que têm uma mensagem...nem que seja uma mensagem emocional. Talvez se possa dizer isso. Por exemplo, as músicas "Dread Droid Ninja" parte I e II contam uma história de uma luta minha contra uma televisão que ganha vida por ter sido deixada ligada à corrente...e só se percebe essa mensagem, digamos, ambiental, no final da história e tudo foi uma grande odisseia exagerada para transmitir uma ideia simples, "meninos, antes de irem dormir, desliguem a televisão". Mas até que ponto é que essa mensagem não é irónica e o verdadeiro foco da história é mesmo a batalha e a razão da existência dessas músicas é uma tentativa de ser criativo? Sinceramente, não sei. Por isso também não posso arriscar dizer que a minha música tem mesmo uma mensagem".

A entrevista completa aqui.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Who's that kid??

Há uns tempos, o cantautor à paisana alertou-me para o talento de um tal Stray (a ignorância é minha, peço perdão).
Tenho a dizer que estou neste momento a ouvir a mixtape dos Monstro Robot e estou completamente abananado com o citado Stray. No melhor sentido possível.
Assim que ouvir todo o registo, deixarei uma apreciação mais reflectida.

Para já, resta-me dizer que já não ouvia nada com tanto atrevimento, excentricidade e originalidade há muito tempo.


ERRATA: Trata-se de um albúm e não de uma mixtape.