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segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

I'd Rather Be With You / I'd Rather Be Your NIGGA

Ouvia Bootsy Collins e fiquei com a pulga atrás da orelha...:

Bootsy Collins - I'd Rather Be With You


Tupac - I'd Rather Be Your NIGGA

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Are we ready by now? - Tupac Shakur e os EUA



I see no changes. All I see is racist faces.
Misplaced hate makes disgrace for races we under.
I wonder what it takes to make this one better place...
let's erase the wasted.
Take the evil out the people, they'll be acting right.
'Cause mo' black than white is smokin' crack tonight.
And only time we chill is when we kill each other.
It takes skill to be real, time to heal each other.
And although it seems heaven sent,
we ain't ready to see a black President,
It ain't a secret don't conceal the fact...


Changes, Tupac Shakur

Musicalmente falando, a música foi composta na época social conscience por excelência de Tupac - primeira metade da década de 90 onde encontramos 2Pacalypse Now (1991) e Strictly 4 My N.I.G.G.A.Z. (1993). O "That's just the way it is!" que ouvimos é samplado de The Way it is, de Bruce Hornsby and the Range. É um clássico de sempre do Hip Hop e símbolo deste como instrumento de consciencialização social e política. Como forma de luta e emancipação do ghetto. E o clip puxa a lágrima....

Tupac, rapper, poeta, activista e um ávido leitor de Maquiavel (pois...) diria isto ("We ain't ready to see a black president") nos anos 90, com toda a carga simbólica que daí se depreende. E agora, estamos prontos? E o que trará isso? Tupac já não estará aqui para nos dizer...
Esperemos que sim, esperemos que Tupac já não tenha razão, esperemos que se operem... changes. Até amanha!

domingo, 21 de setembro de 2008

Thug Life*

Por vezes a nostalgia funciona assim mesmo: de repente, sem preparação, sem sequer termos pensado no assunto, começamos a ser levados para um certo espaço, para um certo tempo, para um certo ambiente ou sentimento...
Hoje isso aconteceu-me quando dei por mim a rever os clips já vistos tantas e tantas vezes de Tupac Shakur. E então dei conta de como era estranho para mim, nos dias que correm, escrever sobre música de que gosto e nunca ter deixado nada sobre um rapper único. Genuinamente único, para o bem e para o mal.
Com todos os seus virtudes e defeitos, Tupac foi um Homem, um ícone da minha adolescência. A minha relação com Shakur foi um pouco como a que tive com outros heróis de infância, especialmente os políticos: numa primeira fase o deslumbramento e rendição total; numa fase seguinte a descoberta de que nem tudo eram rosas, a primeira recusa de tais espinhos e a triste resignação perante os factos; a terceira fase, porventura a mais rica (mas também a mais racional), a admiração consciente e ponderada por alguém que, como qualquer um, fez coisas que apreciamos e outras que nem tanto.
Talvez um dia aqui escreva de forma mais aprofundada sobre Tupac. Neste momento apenas me apetece corresponder a essa imediatividade nostálgica. Por isso aqui deixo alguns clips de um rapper, actor, poeta, activista. De um Homem, portanto.
Ora e como agora me apetece ser altamente parcial em relação a Tupac, vou colocar os clips com as letras que eu aprecio, com os pensamentos que me seduzem, com as imagens que me entusiasmam, com a consciência que me surpreende.

*The concept of "Thug Life" was viewed by Shakur as a philosophy for life. He developed the word into a backronym standing for "The Hate U Give Little Infants Fucks Everybody". He declared that the dictionary definition of a "thug" as being a rogue or criminal was not how he used the term, but rather he meant someone who came from oppressive or squalid background and little opportunity but still made a life for himself and was proud.

Dear Mama



California Love



Keep Ya Head Up



Brenda's got a baby



Changes



Do For Love



Until the End of Time



So Many Tears



Me against the World