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quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

olha para o que eu digo, olha para o que eu faço

"At a certain point I think I got a way of my career when I said: I'm not going to complaint about Hip-Hop anymore, I'm going to make the Hip-Hop I wanna hear".

Common, numa reportagem produzida pela Current Music, aqui.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Unexpected guests


O Doom (que, a solo, não é dos meus rappers predilectos) convidou a tropa toda e fez um excelente álbum de Hip-Hop a fechar o ano de 2009! Tirem as vossas dúvidas:

Doom Ft. Vast Aire - Da Supafriendz


Doom Ft. Invizible Handz & John Robinson - Sorcerers



Doom Ft. Talib Kweli - Fly That Knot

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

o que a casa gasta (II)


One Day It'll All Make Sense (1997) era um dos poucos discos de Common (é neste disco que retira "Sense" do nome artístico, por questões legais de direitos de autor) que não conhecia. Fui até ele conduzido pela grande-entrevista do mesmo à revista Hip Hop Nation espanhola de Agosto.
Pois bem, o título deste post diz tudo: é mais um excelente álbum de hip-hop e mais um excelente álbum de Common. Beats de boom-bap clássico adocicados com samples (de Roy Ayers ou Stevie Wonder, por exemplo) de soul e jazz e um rap social consciousness a que Common já nos tinha habituado com Can I Borrow a Dollar? (1992) e Ressurection (1994), autênticas masterpieces na história do hip-hop. Este One Day It'll All Make Sense, na minha opinião, não lhes fica muito atrás.
Momentos altos deste disco: "My City" (spoken word), "All night long" (com Erykah Badu), "1'2 Many", "Invocation" ou "Real Nigga Quotes". Convidados de luxo: Black Thought (The Roots), Erykah Badu, De La Soul, Lauryn Hill, entre outros.
Sobre Common, tudo o resto é já conhecido por quem visita esta rua: é um dos meus músicos (e não apenas rappers) predilectos.

Invocation

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Esta miúda


... vai dar muito que falar!
Estava eu a aborrecer-me com o que ouvia na colecção Future Hip Hop quando na faixa 5 (disco 2) despertei com a jovem Speech Debelle. Speeche Therapy é o album lançado este ano pela estreante. De Londres, e pela amostra abaixo, vem hiphop de sonoridade muito peculiar: na voz limpa e irreverente de Speech Debelle e no ambiente orgânico soul, jazz e pop.
Lauryn Hill, Macy Gray, Jean Grae... um pouquinho de todas! :)

Searching e entrevista


The Key


Go Then Bye

terça-feira, 19 de maio de 2009

Lost & Found

Depois do Version 7.0: The Street Scriptures (2005) - album que dá nome a este blog - Guru (provavelmente o meu rapper predilecto, a solo e nos Gangstarr com o Preemo) volta com 8.0: Lost & Found, a par com o produtor Solar.
O primeiro single chama-se "Divine Rule" e já tem clip. O beat é poderoso: o sample da "Supernature" dos Cerrone (90's) numa toada entre os eighties e a cena progressiva da música de electrónica dos tempos de hoje. É fresco, original e conta com o Guru de sempre no mic.
Das restantes músicas já disponibilizadas no youtube - "Lost & Found" e "After Time" - dá para ver que Solar apostou fortemente em samplar grandes clássicos dos mais diversos quadrantes musicais e épocas. Desde os citados Cerrone até nada mais nada menos que os Queen (!), em After Time. Hot shit!

sexta-feira, 15 de maio de 2009

E também a propósito do mesmo Stevie Wonder

e do mesmo Songs in the Key of Life, olha, olha o sample que eu encontrei....:



Sempre a aprender!

A propósito

do último post sobre o dvd do Stevie Wonder, ouvia eu a "I Wish" do album Songs In The Key Of Life (disco 1), quando tive a percepção de que já conhecia aquela malha de algum lado...
E conhecia!: a música serve de sample ao enorme êxito "Wild Wild West" do Will Smith. Ambos excelentes para tocar numa festa que se queira com muuuuito groove! A voz do refrão pertence ainda a Kool Moe Dee.

Stevie Wonder - I Wish

I Wish - Stevie Wonder

Will Smith - Wild Wild West

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Capas - Ressurection (1994)



Falava eu com o Sempei sobre clássicos hiphop do ano de 1994 (curiosamente um ano bastante fértil nesse sentido), quando ele me lembrou oportunamente de um que me estava a escapar: Ressurection, do Common (aí ainda) Sense.
Ressurection talvez seja o mais fiel espelho da golden age que muitos associam ao hiphop da década de 90. Trata-se de um album de sonoridade finíssima, onde os samples de soul e jazz são perigosamente viciantes. Um recital de humor, reflexão e eloquência no mic por parte do novato Common (era o seu segundo disco depois do Can I Borrow a Dollar de 1992). Para ouvir, voltar a ouvir, ouvir mais uma vez e ouvir novamente...
A capa é também ela muito bonita, creio. De certa forma, cria a imagética que se materializa na música propriamente dita: a sobriedade da onda blues (metade esquerda); a frescura e originalidade do mc no branco, rosa e verde (metade direita)...

sábado, 2 de maio de 2009

La Haine featuring CUT KILLER

O filme é o La Haine ("O Ódio", 1995), de Mathieu Kassovitz. Rodado maioritariamente num bairro dos subúrbios de Paris, a fita pretende fazer um retrato social dos jovens e do seu dia-a-dia. Para muitos um filme de culto, é para mim um amontoado pouco inteligente de clichés sobre racismo, violência e estereótipos. Não que eles não existam (à época e hoje!); só que em 1995, depois de tanta coisa já feita na mesma linha, podia esperar-se algo mais original e menos superficial. A questão não está em repetir o tema; está na forma como o fazemos. E quando a forma adoptada é quase sempre a mesma, a intenção de quem filma pode até funcionar contra sua vontade: banalizam-se os problemas, vulgarizam-se as lutas sociais.

O que queria mesmo trazer para aqui é este momento fantástico do DJ Cut Killer. Entre o "Nique La Police" (dos NTM) e o intemporal "Non, je ne regrette rien" de Edith Piaf, fica um espectáculo de técnica nos pratos. Veja-se também as rodas de break:

(a soul inicial é do Isaac Hayes)

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Chullage



Há algum tempo que não ouvia uma "Rhymeshit que abala" ou uma "Música que Resiste". E aproveitei também ontem à noite, no Porto Rio, para conhecer coisas fresquinhas do seu album que está para sair. Deu para ver que os beats são bem melódicos (alguns mesmo muito bonitos!) e que o Chullage continua na mesma onda combativa...
Gostei muito.
E um props para aqueles com quem fui.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Love and Hapiness


Está aí no chilling do dia uns dos sons do Early Believers do Kero-One.
Serei o único que está absolutamente deliciado com este disco? É que eu não consigo parar de ouvir...

sábado, 18 de abril de 2009

pete + talib =

Ao ouvir o Train of Thought (2000) do Hi-tek (produção) e do Talib Kweli (mc) (juntos como Reflection Eternal), constatei que este último tem um timbre muito parecido com uns dos meus mcs preferidos: o Pete Philly, da dupla holandesa Pete Philly & Perquisite.
Vai daí, fui até ao primeiro album destes últimos, o fabuloso Mindstate (2005), e "juntei" os dois num só beat. Como seria de esperar, o resultado é extradordinário:

Hope (só música)


E já agora fica o novo clip do seu último disco, o também ele fabuloso Mystery Repeats (2007):

Q&A


My lyrics ain't gotta be deep, NO!
They gotta be real,
Represent something that I feel!

segunda-feira, 13 de abril de 2009

é mel!

Pois é! E chama-se Early Believers. Novo disco de Kero-One.
Groove, soul, bom clip,... Kero-One igual a si próprio.
Depois do ep Check The Blueprints (2004), Windmills of the Soul (2005), Kero One Presents:Plug Label (2007) e mixtapes várias, aí está mais um delicioso trabalho de um artista com uma sensibilidade melódica única.

Para ouvir na rua durante muuuito tempo...

When the sunshine comes

conclusões do momento:


Tanto o Nas, como o Jay-Z - curiosamente os dois protagonistas de uma das beefs históricas do rap norte-americano, entretanto resolvida - começam a decaír, a meu ver, no seu terceiro disco. O Nas com o I Am...The Autobiography (1999); o Jay-Z com o Vol. 2, Hard Knock Life (1998). Curiosa ainda a proximidade das datas.
Como dizia a um amigo, se avaliarmos a coisa atentando apenas em duas ou três músicas, podemos ficar equivocados. É que o disco do Jay-Z tem beats fantásticos como o "Hand it Down (Intro)", o "Hard Knock Life (Ghetto Anthem)", o "Ride or Die" ou o "Money Ain't A Thang" (com Jermaine Dupri). E o album do Nas tem cenas como o "n.y. state of mind, pt. 2", o intemporal "Hate Me Now", o monstruoso "Nas is Like" (dedo inconfundível do Premier) ou a "Dr. Knockboot".
Mas há diferenças. Globalmente, quer quanto ao Nas, quer quanto ao Jay-Z, os beats descem significativamente de qualidade. É que não dá sequer para comparar com os discos anteriores. Saltam à vista os sintetizadores e os ritmos manhosos e super violentos para os ouvidos. Desaparecem os samples jazzy e a boa onda. Ora isto é particularmente gravoso para o Jay-Z. É que eu nunca gostei da pinta dele, muito menos dos seus versos. Mas como tinha grandes beats (Primo work), a auto-proclamada posição de Boss e o flow encaixavam com mestria naqueles beats portentosos. A partir do momento em que, continuando a armar-se aos cucos e a dizer coisas pouco ou nada interessantes, os beats deixam de ser (pelo menos a grande maioria) o que eram, a queda é grande.
Quanto ao Nas, a cena é diferente. Este sempre teve uma dimensão lírica muito especial, nada que ver com o Jay-Z. É um rapper com outra visão, outras preocupações. Todavia, também neste disco começava a puxar a coisa em demasia para a egotrip, o money e o realVSwack. E não precisava disso. Era tão dispensável! Tal como no disco do Jay-Z, os beats estão francamente piores. A milhas de "Represent", "Life's a bitch" ou "The World is Yours" - tudo do seu primeiro disco, consensualmente apreciado como um dos melhores de sempre do hip hop: Illmatic (1994).

Não é alheio a isto o facto de Premier assinar muito menos produções desde Illmatic, passando por It Was Written (1996) até ao I Am...The Autobiography (1999). Já para não falar de Pete Rock ou Large Professor, que desaparecem do estúdio.
O mesmo com o Jay-Z: Premier assina apenas uma faixa em Vol. 2, Hard Knock Life e começa a sobressair a cambada dos Timbaland e companhia...

sábado, 11 de abril de 2009

a arte do diggin'

O HIPHOPulsação é um blog com apenas um mês de existência mas já com uma série de bons artigos. Muito bons, aliás.
Tal como o nome indica, versa fundamentalmente a cena hip hop, nacional e além fronteiras.
Queria recomendar este artigo em especial: "A Arte de Remexer nos Caixotes". É um belo texto sobre o diggin', a actividade de quem se dedica a procurar e coleccionar mais e mais discos. Para eventualmente fazer mais tarde um árduo trabalho de corta e cola. No hip hop, isso é claramente visível através do recurso frequente ao sample como método de cortar ritmos e melodias de outras músicas para os colar em beats novos. Ainda há pouco tempo estava a ouvir um som muita soul do What color is Love (1973) do Terry Callier quando dei por mim a pensar onde é que já tinha ouvido aquele piano saudosista. Matutei, matutei, e fui ter ao Bobinagem do rapper angolano (mas com actividade em Portugal) Bob da Rage Sense...
Vale a pena ler o artigo.

Música e Revolução

Nas celebrações do 25 de Abril, a Casa da Música apresenta um conjunto de concertos cujo espírito pretende atender à ligação (umbilical) entre a música e a realidade política e social. Não é novidade que desde que o Homem faz música que uma das vertentes por si explorada foi o discurso de informação, a transmissão de ideias e visões, a contestação, a crítica e/ou narração. Repare-se que nem me estou a referir apenas à música do séc. XX. Mesmo se pensarmos na música clássica, ou, indo ainda mais atrás, em todo o tipo de cânticos guerreiros, a Música sempre teve um lugar muito especial como meio de expressão do cidadão-indivíduo (mesmo quando quem o fazia ainda não detinha sequer o estatuto de cidadão). Mas bem, não pretendo fazer agora nenhum ensaio sobre uma realidade tao densa.
Voltando então à Casa da Música, interessa-me sobretudo deste cartaz dois nomes: William Parker e os Last Poets.
Quanto ao primeiro, virá interpretar alguns dos temas que fizeram de Curtis Mayfield (já tocado aqui na rua) uma das maiores vozes da música de intervenção da luta negra pela igualdade dos civil rights na década de 70. Entre o rock, o funk e o soul, Curtis Mayfield foi um dos maiores críticos da tão famosa quanto repugnante política do equal but separate. Aquela que permitia aos brancos escolher os bancos mais aprazíveis dos autocarros...

Quanto aos Last Poets, já aqui foram notícia pela sua vinda ao Festival Músicas do Mundo, em Sines. Pioneiríssimos da música rap, lançaram o seu primeiro disco, Last Poets, em 1970, disco em que o tom declamativo, quase-falado - a spoken word - seria a base para o desenvolvimento do rap. Quando ao discurso se juntaram os breaks funky do Kool Herc, nunca mais a América quis outra coisa... :)
Se a Sines não fui, desta vez não vou perder estes autênticos jurássicos (em idade, também!).

William Parker: Dia 26 Abril, 22h, Sala Suggia

Last Poets: 1 Maio (!), 22h, Sala Suggia

We're just peaceful guys who like to wear peace symbols in our heads...

A mini-reportagem que o Álvaro deixou aí é tão boa que a vou postar! Obrigadão boy! :)

sexta-feira, 10 de abril de 2009

the good college days*


É realmente bom voltar a ouvir, passado tanto tempo, um super disco como é o College Dropout (2004). Kanye West, pois claro.
Hoje em dia, tenho uma aversão perto do patológico pelo Kanye. Está gabarolas, arrogante e não passa um mês sem dizer um disparate. Mas é também hoje, com outros olhos, que apreendo toda o génio e qualidade do artista. College Dropout permite-me esquecer o Kanye-poser e deliciar-me com o Kanye-superprodutor.
College Dropout foi galardoado com todos os prémios e mais alguns, quer por autoridades especializadas na matéria (hip hop), quer por revistas e publicações sobre música em geral. Vale a pena atentar neste excerto da wikipédia:

It was nominated for the Album of the Year Grammy Award, and won Best Rap Album and Best Rap Song for "Jesus Walks" in 2005. It was voted as the best album of the year by Rolling Stone magazine and in The Village Voice Pazz & Jop critics poll, was ranked #1 in Spin magazine's "40 Best Albums of the Year", and received a near-perfect 4.5 mic rating from The Source. Comedian Chris Rock has attested to listening to The College Dropout while writing his material.In 2005, Pitchfork Media named it #50 in their best albums of 2000–2004. In 2006, the album was named by Time magazine as one of the 100 best albums of all time.Entertainment Weekly listed the album as the 4th best album of the past 25 years. The album has sold 3 million copies.

Recorde-se que era o primeiro disco de sempre de K. West e que contou com convidados de luxo (Mos Def, Jay-Z, John Legend, Talib Kweli, Common, Jamie Foxx, entre outros). Composição, arranjos e produção, tudo nas mãos do rookie.







*Pelo seu impacto na música-norte americana, não seria de estranhar que este disco fosse aqui apresentado na rubrica Capas.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

O Mr. Wendal que continua a existir (existirá sempre?) e a fazer-nos pensar nele e em nós...

Para que se perceba a força dos versos desta gente (e como complemento ao post anterior):



Here, have a dollar,
in fact no brotherman here, have two
Two dollars means a snack for me,
but it means a big deal to you
Be strong, serve God only,
know that if you do, beautiful heaven awaits
That's the poem I wrote for the first time
I saw a man with no clothes, no money, no plate
Mr.Wendal, that's his name,
no one ever knew his name cause he's a no-one
Never thought twice about spending on a ol' bum,
until I had the chance to really get to know one
Now that I know him, to give him money isn't charity
He gives me some knowledge, I buy him some shoes
And to think blacks spend all that money on big colleges,
still most of y'all come out confused

[CHORUS:] Go ahead, Mr.Wendal (2x)

Mr.Wendal has freedom,
a free that you and I think is dumb
Free to be without the worries of a quick to diss society
for Mr.Wendal's a bum
His only worries are sickness
and an occasional harassment by the police and their chase
Uncivilized we call him,
but I just saw him eat off the food we waste
Civilization, are we really civilized, yes or no ?
Who are we to judge ?
When thousands of innocent men could be brutally enslaved
and killed over a racist grudge
Mr.Wendal has tried to warn us about our ways
but we don't hear him talk
Is it his fault when we've gone too far,
and we got too far, cause on him we walk
Mr.Wendal, a man, a human in flesh,
but not by law
I feed you dignity to stand with pride,
realize that all in all you stand tall

Mr.Wendal, yeah yeah yeah, Lord, Mr. Wendal


Arrested Development - Mr. Wendal, do album 3 Years, 5 Months & 2 Days in the Life Of (1992)

Capas: Reachin' (A new refutation of time and space) (1993)



Assim o Hip Hop continuava a fazer história. De mãos dadas com os A Trible Called Quest, os De La Soul ou os Arrested Development, os Digable Planet colocavam a música rap numa dimensão nova e superior que jamais seria perdida: a poesia.
Indo mais além do rap party people dos anos 70; saltando as (supostas) barreiras do rap de contestação político-social; cosntruindo um movimento alternativo e longe dos bad boys que começavam a fazer o primeiro gansta rap da west coast americana (Compton stuff); aquele que ficou conhecido como a cena jazz-rap dos anos 90 deve muito da sua qualidade a grupos que passaram para o papel uma sensibilidade poética invulgar até à data entre a maioria dos rappers norte-americanos.
Sinto também que foi aqui mais forte do que nunca o conceito de "grupo" no que diz respeito ao hip hop. Acho que a partir do final da década de 90 - hoje, então, é paradigmático - os bons grupos de rap começaram a ser numericamente inferiores aos bons mc's a solo.

Atentemos nos versos: o bom feeling, a irreverência, a criatividade, o psicadélico e o surrealista. Grande disco!