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sexta-feira, 8 de maio de 2009

Capas - Ressurection (1994)



Falava eu com o Sempei sobre clássicos hiphop do ano de 1994 (curiosamente um ano bastante fértil nesse sentido), quando ele me lembrou oportunamente de um que me estava a escapar: Ressurection, do Common (aí ainda) Sense.
Ressurection talvez seja o mais fiel espelho da golden age que muitos associam ao hiphop da década de 90. Trata-se de um album de sonoridade finíssima, onde os samples de soul e jazz são perigosamente viciantes. Um recital de humor, reflexão e eloquência no mic por parte do novato Common (era o seu segundo disco depois do Can I Borrow a Dollar de 1992). Para ouvir, voltar a ouvir, ouvir mais uma vez e ouvir novamente...
A capa é também ela muito bonita, creio. De certa forma, cria a imagética que se materializa na música propriamente dita: a sobriedade da onda blues (metade esquerda); a frescura e originalidade do mc no branco, rosa e verde (metade direita)...

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Capas: Reachin' (A new refutation of time and space) (1993)



Assim o Hip Hop continuava a fazer história. De mãos dadas com os A Trible Called Quest, os De La Soul ou os Arrested Development, os Digable Planet colocavam a música rap numa dimensão nova e superior que jamais seria perdida: a poesia.
Indo mais além do rap party people dos anos 70; saltando as (supostas) barreiras do rap de contestação político-social; cosntruindo um movimento alternativo e longe dos bad boys que começavam a fazer o primeiro gansta rap da west coast americana (Compton stuff); aquele que ficou conhecido como a cena jazz-rap dos anos 90 deve muito da sua qualidade a grupos que passaram para o papel uma sensibilidade poética invulgar até à data entre a maioria dos rappers norte-americanos.
Sinto também que foi aqui mais forte do que nunca o conceito de "grupo" no que diz respeito ao hip hop. Acho que a partir do final da década de 90 - hoje, então, é paradigmático - os bons grupos de rap começaram a ser numericamente inferiores aos bons mc's a solo.

Atentemos nos versos: o bom feeling, a irreverência, a criatividade, o psicadélico e o surrealista. Grande disco!

segunda-feira, 16 de março de 2009

Capas: What color is love (1973)


Eu ainda não ouvi este disco, mas se a música for como a capa...

domingo, 15 de março de 2009

Capas: Bold Conceptions (1962)



Volta a rubrica capas com o album de estreia do trio sob a batuta do pianista Bob James, hoje um nome conhecido em todo o mundo por aquilo que se conhece como smooth jazz. Um jazz menos purista e fazendo a ponte com o funk e o rnb.
De destacar ainda os muitos sons de Bob James que estão na base de beats de alguns dos mais famosos nomes do hip hop norte-americano, casos dos De La Soul, Run DMC, LL Cool J ou Slick Rick.
Quanto à capa em si, gosto particularmente do desenho do Bob James (entre a fotografia e o estilo BD) e das cores.

sábado, 31 de janeiro de 2009

Capas: Blue Lines (1991)



Para fechar este chuvoso mês de Janeiro, aqui fica a capa de um disco também ele chuvoso.
Para muita gente, Blue Lines (1991), dos Massive Attack, marca o início da era do Trip-Hop. A lista de influências melódicas e rítmicas que estão na base do então emergente género é extensa: soul, jazz, dub, hip hop, electronica, breakbeat, downtempo, por aí fora...
No conjunto, é um som híbrido, capaz do efeito mais relaxante como do mais depressivo imaginável. Daí a ideia do chuvoso referida acima. Falo por mim, claro.
Este disco deu também a conhecer o Tricky, que 4 anos depois viria a lançar o seu Maxinquaye, inserido também ele na cena trip-hop. Mas bastante mais negro do que este Blue Lines.
Pessoalmente gosto muito deste disco.

sábado, 10 de janeiro de 2009

Capas: Faith (1987)



Icone da cultura pop contemporânea, George Michael é muito mais do que isso: é o responsável, a par de outros, por toda uma redefinição da música pop, soul e funk americana. Michael Jackson, Prince e... George Michael.
Este é um disco explosivo (o primeiro de GM): muito love, muito sexo e muito funk para explodir numa pista de dança. I love it!

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Capas - The Miseducation Of Lauryn Hill (1998)



Pouco haverá a dizer: esta capa-retrato constitui um marco na música norte-americana das últimas duas décadas. Disco que viria a influenciar tão boa gente que hoje por aí canta e faz cantar.
Creio mesmo que, no que toca à neosoul americana, há um pré-TheMiseducationOfLauryn Hill e um pós-TheMiseducationOfLauryn Hill. E fico-me por aqui.
Magnífico.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Capas - Criminal Minded (1987)



KRS-One, um dos discípulos de Afrika Bambataa, inicia em '87 com a Boogie Down Productions um trajecto ímpar na história do hip hop. É hoje um dos grandes mentores e resistentes da cena Peace, Love, Unity and Safely Having Fun (Afrika Bambataa, pois claro) do hip hop americano.
Este disco surge na altura como um alerta de consciência anti-violência para os jovens de bairros sociais americanos problemáticos, como era o aliás o seu - o mítico Bronx. Surge igualmente como uma das primeiras críticas ao gangsta rap que começava a despontar na altura (relevo para os NWA, claro, com o seu agressivo Straight Outta Compton - 1988).

Por coisas como estas é que KRS-One é conhecido como Tha Teacher. Peace and Love... BY ALL MEANS NECESSARY.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Capas - Anthology (1999)



É-me difícil escolher uma capa de disco dos A Tribe Called Quest. Se pesquisarem perceberão porquê.
De qualquer das formas, a escolha acaba por recaír em Anthology (1999). Como desta rubrica pretendo essencialmente contemplar e apreciar uma imagem, por regra não me vou debruçar sobre o disco em si.

P.S. 1 - Isto não invalida que volte a colocar outras capas de disco dos ATCQ. :)
P.S. 2 - Coisas que não interessam a ninguém: esta imagem é a que tenho definida como ícone de utilizador no windows.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Capas

O SS passa a contar a partir de hoje com uma nova rubrica (a par dos Improvisos), e isto por culpa dos Strokes. Apesar de nem ser uma banda de que goste particularmente, a verdade é que quando estava com o disco Is this it (2001) nas mãos, veio-me à cabeça a ideia de aqui ir deixando algumas das capas de cds de que mais gosto. Seja pela sua excentricidade, invulgaridade, beleza, simplicidade, ....
Já agora, se por acaso alguém tiver paciência para perder uns minutos, o que acham que uma capa de um disco, apenas a capa, pode dizer do seu conteúdo musical?

Para primeiro número desta rubrica fica pois esta poderosa imagem: