terça-feira, 2 de junho de 2009

Funky Funky New Orleans


Disco do cantor e pianista americano Eddie Bo com o funk de New Orleans dos anos 60 e 70.
Luminoso! Para quem gosta de dançar está aqui a aula toda...

Getting to the middle (reconheço este baixo não sei de onde)

Vamos!

Petição do Movimento pela igualdade no acesso ao casamento civil entre pessoas do mesmo sexo aqui

segunda-feira, 1 de junho de 2009

provedoria

Folheava eu o nº2 da Freestyle (acabadinha de sair hoje) quando dei conta, na página "E-MAIL" (correio de leitores), de um texto por mim escrito.

Quando eu enviei um e-mail com esse comentário para a Freestyle, não foi nunca minha intenção que ele fosse publicado. Aliás, essa circunstância nem sequer me passava pela cabeça. Enviei-o como mensagem de ânimo para os responsáveis pela revista, como também terá feito muito boa gente. Eram pois palavras de entusiasmo apenas para os directores/redactores/colaboradores.
Nunca recebi uma resposta, o que até estranhei.
Mas afinal, porquê tanto alarido? Simplesmente porque gostava que me tivessem perguntado se o podiam publicar. No nº1, apelavam a que os leitores deixassem sugestões, comentários, etc, sem explicitar que estes seriam publicados. Foi o que me apeteceu fazer. E cheio de boas intenções!
Isto tudo porque o texto tem algumas informações pessoais que eu gostava que não fossem do conhecimento público. Por absolutamente nenhuma razão em especial, mas simplesmente porque sou cioso da minha privacidade. E, como já disse, a Freestyle podia e devia ter-me perguntado antes se poderia publicar o texto.

Mas bem, já enviei um email para a Freestyle a dar conta da minha posição e fica tudo sanado.

De resto, tenho a dizer que este nº2 está muito melhor que o nº1 (que também já era bom, embora primasse por alguma insuficiência de texto): muitos artigos escritos (grande cena a ida ao Bronx!), muitas e variadas entrevistas com personalidades de interesse, fotografia porreira. Estão, mais uma vez, de parabéns! Um grande big up para toda a malta que se entrega com dedicação a trazer-nos a cada 2 meses uma nova revista! O caminho agora é sempre a subir.

E agora para desanuviar, e também para condizer com as temperaturas, aqui fica um funky joint:

Poor Righteous Teachers - Rock dis funky joint [do albúm Holly Intellect (1990)]

sexta-feira, 29 de maio de 2009

nota:

Agora que releio o texto abaixo escrito, vejo que este prima por um angustiante saudosismo.
Assim sendo, queria esclarecer que não obstante uma descida generalizada da qualidade da poesia no rap, continuam a subsistir e a aparecer coisas novas lindíssimas. E a primeira que me vem à cabeça está em Lisboa.
Chama-se Sam the Kid.

Onde anda?

Dizia o Chullage no seu último concerto no Porto que hoje se ouvem beats cada vez mais fortes e mais espectaculares, o que deixa cada vez menos espaço (em termos de tempo e também em termos de audibilidade) para se ouvir o mc. Acrescentou ele que isto não era inocente: "é porque hoje são cada vez menos os rappers com alguma coisa para dizer". Foi qualquer coisa como isto.

E é um facto.
Lançam-se hoje discos onde os beats são cada vez mais, como se diz na gíria, xpto. E, pior, na grande maioria dos casos, o xpto não é bom. É mau, foleiro.
Eu não sou nenhum purista, se for essa a acusação. Longe disso! E tenho raiva a quem é! Para ser franco, nem sei muito o que isso é... Aprecio muitíssimos novos rappers e produtores. Tanto perco a cabeça com uma cena de um Premier ou de um Pete Rock como de um Alchemist, de um Vadim ou de um J-Live. E isto esqueçendo tantos e tantos outros como Madlib, J-Dilla, Tonk, 9th Wonder e por aí fora...
Agora que é indesmentível que o espaço para o mc começa a ficar atrofiado, isso é. Se por culpa dos produtores pelos beats demasiado cheios que fazem ou dos rappers por terem pouco para dizer (ou se têm, por ser vulgar e liricamente pouco criativo), isso não sei ao certo.
O que eu sei é que o Premier fazia beats largos, abertos, escancarados, para o Guru (no caso dos Gangstarr) ou qualquer um rimar à vontade. O que eu sei é que os A Tribe Called Quest só precisavam de um simples boom-bap funky para fazer autêntica poesia:

The beat is over and so is the night
The sun is risen and the shine is bright
We all say peace and go our separate ways
Youth is fading as we gain our days
Expedition for the song is simp'
The hours creep, excuse me, I mean limp
As we go you hear a gasp of laugh
As we start up our rhythmic path


"After Hours", A Tribe Called Quest

Onde anda a poesia no rap?

A poesia, sim. E não meia dúzia de palavras, mormente de frontin', atabalhoadamente encaixadas nuns desgostosos versos.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

(extra) Large


Se já apreciava o trabalho de Large Professor na produção de grandes beats para rappers como Nas ou o Jay-Z, desde que tenho conhecido os seus discos em nome próprio que me tenho deliciado com a qualidade deste veterano.
The LP (1995) foi o primeiro; e a seguir vem o 1st Class (2002), disco que estou neste preciso momento a ouvir.
A produção é das mais heterógeneas que já apalpei: é boom-bap, é jazzy, é hardcore, é electrónica, é oldschool, é newschool,... é BOM! Muito bom.
Neste 1st Class temos grandes bombas: "'Bout that time" (o beat faz-me lembrar o "Guess Who's Back" do Rakim!); "Stay Chisel" com o Nas no mic; "In the sun" com o maravilhoso Q-Tip; "Born to ball"; "Kool" ou a "Radioactive".

Segue-se o Beatz Volume 1 (instrumentals). :)

Representin' Lovely

Que o Sem Cerimónias (1997) é, aconteça o que acontecer, façam os Mind da Gap coisas muito boas ou muito más, um album incluido no top5 dos melhores de sempre do rap português, ninguém tem dúvida.
O que muita gente se poderá ter esquecido é que neste mesmo album, para além de todas as bombas ("Coalizão", "Como quem", "Dedicatória", "És como um don", "Falsos amigos", "Mestres sem cerimónias", "Nortesul", "O inimigo foi vencido", "O mundo é teu", "Oficiais MC'S", "O que seria de mim" e já estou quase a passar o disco a pente fino...) há uma beat muitíssimo arrojado. À época e hoje. Já alguém ouviu algum rapper português a tentar rimar do princípio ao fim em inglês com alguma consistência?
Em 1997 (!), os Mind Da Gap fizeram-no. Ou melhor, Ace fê-lo. Em "Representin' Lovely" temos um grande beat e um grande Ace em inglês. É corajoso, arriscado. Mas saíu muito bem.
Acho que ninguém dá o devido valor a isto...

quarta-feira, 27 de maio de 2009

funk x4

Alguns hooot joints que tenho escutado nos últimos tempos:

The Meters - The Meters (1969)


The Commodores - Machine Gun (1974)


BT Express - Do It Till You're Satisfied (1974)


Brass Construction - Brass Construction IV (1978)

opinião

Lembrei-me agora:

No Jornal Tribuna da Faculdade de Direito da UPorto deste mês de Maio, escrevi um texto na minha coluna de opinião a propósito do Hip-Hop e de algumas das suas idiossincrasias. Abordei um pouco da sua história; as suas vicissitudes internas; apontei a ignorância de quem está de fora (e levemente também a de quem está por dentro) e as suas consequências para avaliações de foro cultural ou intelectual; e deixei algumas sugestões para o que acho que o hip-hop deve continuar a representar ou aquilo em que se deve reinventar.

Não deixo aqui o texto porque é demasiado extenso para alguém o lêr atentamente até ao fim num formato deste tipo (blog).
Se por acaso alguém estiver eventualmente interessado em passar-lhe os olhos, por favor que o solicite para o email tribuna.fdup@iol.pt, deixando morada, para a qual eu enviarei a edição impressa.

bons grooves!

Francisco.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Esta miúda


... vai dar muito que falar!
Estava eu a aborrecer-me com o que ouvia na colecção Future Hip Hop quando na faixa 5 (disco 2) despertei com a jovem Speech Debelle. Speeche Therapy é o album lançado este ano pela estreante. De Londres, e pela amostra abaixo, vem hiphop de sonoridade muito peculiar: na voz limpa e irreverente de Speech Debelle e no ambiente orgânico soul, jazz e pop.
Lauryn Hill, Macy Gray, Jean Grae... um pouquinho de todas! :)

Searching e entrevista


The Key


Go Then Bye

terça-feira, 19 de maio de 2009

Lost & Found

Depois do Version 7.0: The Street Scriptures (2005) - album que dá nome a este blog - Guru (provavelmente o meu rapper predilecto, a solo e nos Gangstarr com o Preemo) volta com 8.0: Lost & Found, a par com o produtor Solar.
O primeiro single chama-se "Divine Rule" e já tem clip. O beat é poderoso: o sample da "Supernature" dos Cerrone (90's) numa toada entre os eighties e a cena progressiva da música de electrónica dos tempos de hoje. É fresco, original e conta com o Guru de sempre no mic.
Das restantes músicas já disponibilizadas no youtube - "Lost & Found" e "After Time" - dá para ver que Solar apostou fortemente em samplar grandes clássicos dos mais diversos quadrantes musicais e épocas. Desde os citados Cerrone até nada mais nada menos que os Queen (!), em After Time. Hot shit!

sexta-feira, 15 de maio de 2009

E também a propósito do mesmo Stevie Wonder

e do mesmo Songs in the Key of Life, olha, olha o sample que eu encontrei....:



Sempre a aprender!

A propósito

do último post sobre o dvd do Stevie Wonder, ouvia eu a "I Wish" do album Songs In The Key Of Life (disco 1), quando tive a percepção de que já conhecia aquela malha de algum lado...
E conhecia!: a música serve de sample ao enorme êxito "Wild Wild West" do Will Smith. Ambos excelentes para tocar numa festa que se queira com muuuuito groove! A voz do refrão pertence ainda a Kool Moe Dee.

Stevie Wonder - I Wish

I Wish - Stevie Wonder

Will Smith - Wild Wild West

Live At Last: A Wonder Summer's Night


Li no suplemento ípsilon do jornal Público que o Stevie Wonder lançou recentemente um dvd com um concerto ao vivo: Live At Last: A Wonder Summer's Night, com a chancela da Motown (quem mais?). Na crítica assinada por Mário Lopes, são destacadas pérolas de alguns dos primeiros discos do Stevie Wonder que tenho andando a escutar intensamente nos últimos tempos: Talking Book (1972), Songs in the Key of Life (1976), Innervisions (1973) ou o Fulfillingness' First Finale (1974). Aliás, no CHILLING da barra direita do blog está a tocar nada mais nada menos que a Higher Ground.
Tanta coisa boa de um dos últimos grandes nomes vivos da música soul!