A primeira vez que ouvi esta letra foi sob a forma de spoken word, num dos clips gravados no festival Silêncio!, em Lisboa. Fiquei estonteado...
Há tempos, descobri-a no myspace do Sam. Aqui fica.
Como uma música nos pode dizer tanto...
Eu já não penso tanto, fica nesse canto
enquanto eu bazo a procurar um vaso em que eu plante
um amor distinto com afecto mesmo estando distante,
ela diz que ama ao longe, de perto não me diz tanto
(...)
Quem é que nos induz a querer saber quem usa quem
desde que eu compus a "Musa" não há ninguém que seduza bem
tou a dar pala, agora a gente quando se cruza nem
se fala nem se fila nem se rala nem se tem
um clima calmo, um clima sem
novela, foi o que eu senti nela
uma indiferença falsa que era sentinela
Podia ser actriz, como a Beatriz
porque ela afasta o meu dedal mas chega ao final e diz
"Não me deixes!"
Amor, não te queixes,
"Amor, não me beijes!"
mas amor, não te vejo...
(...)
nota: A métrica original não é provavelmente esta, nem fui eu que a modelei ao transcrevê-la para aqui (salvo algumas transformações, como acrescentar aspas e uma ou duas vírgulas). Foi simplesmente a que consegui encontrar neste sítio. Isto para dizer que a métrica aqui presente, além de não corresponder à música cantada, não é esteticamente a melhor. Longe disso.
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sábado, 3 de outubro de 2009
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
excepcionalmente,
faço uma chamada de atenção particular para o o som que toca no cantinho superior direito.
É o fado de Carlos do Carmo, a guitarra de Carlos Paredes e o dedo mágico no beat de Sam the Kid.
Seria necessário voltar a repicar esses discos, não é? Para poder avaliar bem coisas que talvez nos esquecessem e nos abrissem novos caminhos...
Novos caminhos, os caminhos mais actuais, novos caminhos, uma orientação nova.
É o fado de Carlos do Carmo, a guitarra de Carlos Paredes e o dedo mágico no beat de Sam the Kid.
Seria necessário voltar a repicar esses discos, não é? Para poder avaliar bem coisas que talvez nos esquecessem e nos abrissem novos caminhos...
Novos caminhos, os caminhos mais actuais, novos caminhos, uma orientação nova.
tons:
Carlos Paredes,
Sam the Kid
domingo, 7 de dezembro de 2008
Improvisos - Sam the Kid
Na rúbrica de hoje vamos até ao Festival Paredes de Coura de há uns anos atrás escutar um freestyle de um Sam mais novo e mais magro. Já o improviso é com a mesma qualidade de sempre.
Nos pratos está o DJ Kronik. O beat inicial é o Sound of the Police, do KRS-One. A ele se segue, enquanto o Sam rima, o clássico Ante Up, dos MOP. Sam faz referência aos Puddle of Mud, banda que ia entrar de seguida.
Enjoy!
Nos pratos está o DJ Kronik. O beat inicial é o Sound of the Police, do KRS-One. A ele se segue, enquanto o Sam rima, o clássico Ante Up, dos MOP. Sam faz referência aos Puddle of Mud, banda que ia entrar de seguida.
Enjoy!
tons:
rubrica Improvisos,
Sam the Kid
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Nós somos iguais... Vá lá, vá lá...

Beats Volume 1 (2002) é, arrisco-me a dizer, dos albums mais belos e ecléticos que a música portuguesa conheceu neste ainda curto século XXI.
Sam the Kid constrói um puzzle melódico onde a nostalgia, o amor e a saudade se entrecuzam de forma sublime. A estória deste album é particularmente interessante, dado que Sam o projectou baseado em momentos e relatos da sua vida e da de pessoas da sua família, especialmente no que diz respeito à história de amor entre os seus pais.
Para os amantes do soul e do trip hop, este é um disco obrigatório. Não incluo o hip hop pois o registo é todo ele instrumental, embora alguns beats revelem a rítmica própria do rap.
Sam the Kid - Alma Gémea (embora a qualidade video não seja a melhor, não deixem de ver este tão simples quanto terno mosaico de sentimentos...)
Para quando um volume 2?
tons:
Beats vol. 1,
Hip Hop,
Sam the Kid,
Soul,
Trip Hop
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
(um) Ideal
Sam the Kid é dos artistas de música portuguesa que mais aprecio e admiro. Sempre que partilho esta ideia com algum amigo, é grande o espanto por gostar tanto de um rapper como gosto de Jorge Palma ou Sérgio Godinho. E isso, a meu vêr, só revela desconhecimento profundo no terreno.
Não me vou alongar muito sobre Sam the Kid pois a sua discografia, os seus concertos, os prestigiados convites lá de fora e as inúmeras colaborações com grandes artistas portugueses (caso de Carlos do Carmo, por exemplo) falam por si. Digo mesmo que não saber hoje o que é a música de Samuel Mira, é uma carência para todos os aficionados da boa música portuguesa. É que são tantos mas tantos os elogios dos mais variados quadrantes à arte de Sam que é só por manifesto preconceito que se pode desconhecer quem é e o que faz (o que é diferente de gostar, atenção). Falo em preconceito porque ainda hoje a fobia e a estereotipização que é feita à volta do Hip Hop é grande. É não perceber que se trata de uma arte multifacetada, de uma cultura própria que vai beber influências a muitas outras (pintura, dança, roupa, música, poesia) e que não deve ser menosprezada. Pelo menos enquanto não se tem opinião devidamente formada sobre o assunto.
Deixo aqui O Ideal, beat (já antigo) do oldschool Nel Assassin (um dos masters portugueses nos pratos) acompanhado pelo liricismo de Sam the Kid. Deixo também duas versões da música: a original, onde aparece o rapper Sagas no refrão; e uma mais recente, feita especialmente para a MTV. Nesta, o beat misturado por Cruzfade pertence aos míticos Souls Of Michief. Trata-se da faixa 93 'til Infinity, uma das melhores do seu disco de estreia (e uma das faixas mais emblemáticas do Hip Hop americano) com o mesmo nome datado de 1993.
Encontram a letra aqui.
Acordar e ver o sol no céu,
Selvagem é a imagem que eu tenho do meu
Cenário diário porque o elogio é prioritário
Mas tudo o que eu quero e chega é só o que é
necessário
Amar quem me ama, parentes e dama é o topo
E eu não poupo eu dou, por tudo e fico com pouco
No meu corpo saúde é o essencial
Sensivel a um decibel no silêncio total
Na criação eu preciso de tar só
Necessito da sensação dum sorriso da minha avó
Ter guita suficiente pa ser independente
Procurar o melhor, saír do praticamente
Ser feliz, na raiz, onde tudo começa
Ter cabeça na diferença, estar a par do que interessa
Manter os pés na terra, mãos à obra,
Olhos em movimento, atentos a qualquer manobra
Progressão ou não na escala numerosa
Ter profissão em função duma relação amorosa, hiphop!
É respira-lo é inspirar quem o faz
É transpira-lo e transporta-lo aonde quer que ele
viaje,
Sempre..! faço a promessa, cumpro e meço o compromisso
Business, aparece sem excesso de intrujisse
O ideal? é ser vivo, é ser livre, ser naif,
Só no meu livro, verídico, e dar o litro
Em formato impreciso, sabes que isso é de obriga
Não falecer sem fazer crescer uma barriga
Na altura ideal com moral e condições, (boy)
É admitir defeitos, controlar emoções
Valorizar actos sentidos, sem todos sabermos
Segredos, sem truques, sem tiques
O ideal? É no amor ser discreto, é respeitar o aspecto
É partilhar um afecto com alguém restrito
Sam the Kid MySpace
Não me vou alongar muito sobre Sam the Kid pois a sua discografia, os seus concertos, os prestigiados convites lá de fora e as inúmeras colaborações com grandes artistas portugueses (caso de Carlos do Carmo, por exemplo) falam por si. Digo mesmo que não saber hoje o que é a música de Samuel Mira, é uma carência para todos os aficionados da boa música portuguesa. É que são tantos mas tantos os elogios dos mais variados quadrantes à arte de Sam que é só por manifesto preconceito que se pode desconhecer quem é e o que faz (o que é diferente de gostar, atenção). Falo em preconceito porque ainda hoje a fobia e a estereotipização que é feita à volta do Hip Hop é grande. É não perceber que se trata de uma arte multifacetada, de uma cultura própria que vai beber influências a muitas outras (pintura, dança, roupa, música, poesia) e que não deve ser menosprezada. Pelo menos enquanto não se tem opinião devidamente formada sobre o assunto.
Deixo aqui O Ideal, beat (já antigo) do oldschool Nel Assassin (um dos masters portugueses nos pratos) acompanhado pelo liricismo de Sam the Kid. Deixo também duas versões da música: a original, onde aparece o rapper Sagas no refrão; e uma mais recente, feita especialmente para a MTV. Nesta, o beat misturado por Cruzfade pertence aos míticos Souls Of Michief. Trata-se da faixa 93 'til Infinity, uma das melhores do seu disco de estreia (e uma das faixas mais emblemáticas do Hip Hop americano) com o mesmo nome datado de 1993.
Encontram a letra aqui.
Acordar e ver o sol no céu,
Selvagem é a imagem que eu tenho do meu
Cenário diário porque o elogio é prioritário
Mas tudo o que eu quero e chega é só o que é
necessário
Amar quem me ama, parentes e dama é o topo
E eu não poupo eu dou, por tudo e fico com pouco
No meu corpo saúde é o essencial
Sensivel a um decibel no silêncio total
Na criação eu preciso de tar só
Necessito da sensação dum sorriso da minha avó
Ter guita suficiente pa ser independente
Procurar o melhor, saír do praticamente
Ser feliz, na raiz, onde tudo começa
Ter cabeça na diferença, estar a par do que interessa
Manter os pés na terra, mãos à obra,
Olhos em movimento, atentos a qualquer manobra
Progressão ou não na escala numerosa
Ter profissão em função duma relação amorosa, hiphop!
É respira-lo é inspirar quem o faz
É transpira-lo e transporta-lo aonde quer que ele
viaje,
Sempre..! faço a promessa, cumpro e meço o compromisso
Business, aparece sem excesso de intrujisse
O ideal? é ser vivo, é ser livre, ser naif,
Só no meu livro, verídico, e dar o litro
Em formato impreciso, sabes que isso é de obriga
Não falecer sem fazer crescer uma barriga
Na altura ideal com moral e condições, (boy)
É admitir defeitos, controlar emoções
Valorizar actos sentidos, sem todos sabermos
Segredos, sem truques, sem tiques
O ideal? É no amor ser discreto, é respeitar o aspecto
É partilhar um afecto com alguém restrito
Sam the Kid MySpace
tons:
Hip Hop,
Nel Assassin,
O Ideal,
Sam the Kid
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