quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

gostei mais da crítica do que do disco

Depois de chegar à conclusão que o título deste post materializa, cheguei a uma outra: só tenho tocado por aqui álbums (ou outro formatos) de que ou gosto muito, ou não gosto nada, ou com que me desiludi tremendamente (hábito que vou tentar contrariar daqui para a frente) . Por isso mesmo, o disco tão apregoado nos últimos tempos de Dâm-Funk, Toeachizown, não apareceu por cá: não foi uma desilusão gigante porque gostei bastante de umas 4 ou 5 faixas; mas não me apeteceu tocá-lo porque depois de lêr tanta coisa fascinante sobre o disco (ele está presente em praticamente tudo o que é publicação sobre música!), achei que ele ficou bem aquém.
Mas bem, de qualquer modo, leia-se esta excelente crítica, que tem o mérito de falar de Dam Funk, do seu álbum, de hip-hop, de funk e de electrónica (ainda caberia muito mais mas a enumeração já é extensa!) com uma eloquência e agilidade espantosas. Sabe bem ler quem sabe.

Dâm-Funk - Toeachizown



P.S.: Nunca mais posto nada com a capa de um disco cor-de-laranja. Combina insuportavelmente mal com a cor do blog!

domingo, 27 de dezembro de 2009

ainda na onda natalícia


... temos outro embrulho no sapatinho!
James Brown Santa Claus Go Straight To the Ghetto

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

In The Christmas Groove


... é nome do álbum em forma de presente que a rua deixa aqui, num embrulho bem bonito, ao seus transeuntes. Um FunkyMerry Christmas para todos!

À falta de faixas deste disco (2009) no youtube, fica um êxito de 89:

Groove Thangs - Funky Christmas

Sobre o Funk

leitura obrigatória deste artigo! (nova casa do autor do antigo one for the treble, two for the bass, por aqui recomendado há uns dias)

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

olha para o que eu digo, olha para o que eu faço

"At a certain point I think I got a way of my career when I said: I'm not going to complaint about Hip-Hop anymore, I'm going to make the Hip-Hop I wanna hear".

Common, numa reportagem produzida pela Current Music, aqui.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

a música está aí para nos lembrar



[Verse 1:]
The dark brown shades of my skin only add color to my tears. that splash aganst my hollow bones, that rocks my soul.
Looking back over my false dreams that I once knew. wondering why my dreams never came true.

[Chorus:]
Is it because I'm black... somebody tell me what can I do...
Something is holding me back, is it because I'm black.

Elementary, my dear Watson!


Foi um dos guitarristas mais requisitados por todos os nomes grandes da soul e do funk norte-americanos, desde Marvin Gaye a Barry White, dando ainda uma mãozinha a monstros do jazz, casos de Herbie Hancock ou Pharoah Sanders. A sua guitarra e o seu muito próprio "wah wah sound" está presente numa catrapada de grandes álbums da história da música - pensemos apenas em Let's get it on (Marvin Gaye) ou Off the wall (Michael Jackson) para termos uma noção da coisa.
A solo, tem apenas um álbum em nome próprio: Elementary (1976). É pouco? É. Mas a sua qualidade chega para nos dar uma imagem do músico que é Wah Wah Watson (nascido Melvin Ragin).
Em entrevista à Wax Poetics dos passados meses de OUT/NOV, Kurt Iveson desvenda um pouco do homem-sombra de grandes momentos da música negra norte-americana, apontando nesse sentido 5 ideias-chave para se compreender a dimensão de Wah Wah. Passo a enunciar: um "vocabulário rítmico" muito próprio ("he's constantly doodling"); a forma como soube fazer uso de novas tecnologias (samplers e synths, por exemplo); a execução, a habilidade, a técnica, os skills; o "feeling" com que toca; e o último - o que me interessa pela sua peculiaridade - o marketing, o business. Sobre este, em especial:

Wah Wah summed up his strategy like this: "I'm the bone looking for the dog, not the doog looking for the bone. (...) It's like, if you see someone you like, don't rush in there. You gotta be real casual, dog... That way, you'll make her want to come to you. Are you with me?". His point is that getting session dates is a little like getting the other kind of dates. Act like you need the work, and it just won't come. Come on too strong, and you're likely to get the bursh off.


Naif? Pretensioso? Para quem faz um disco como Elementary... compreende-se!

Goo Goo Wah Wah



Bubbles


Together (Forever)


Love ain't something

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Unexpected guests


O Doom (que, a solo, não é dos meus rappers predilectos) convidou a tropa toda e fez um excelente álbum de Hip-Hop a fechar o ano de 2009! Tirem as vossas dúvidas:

Doom Ft. Vast Aire - Da Supafriendz


Doom Ft. Invizible Handz & John Robinson - Sorcerers



Doom Ft. Talib Kweli - Fly That Knot

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

24thebass

Ainda na senda das sugestões, fica uma outra: o blog one for the treble, two for the bass. Descobri-o há pouco tempo e tenho pena! Boa música e excelentes textos.

Curtis

Por falar no Curtis Mayfield, acabo de passar numa papelaria e vislumbro na estante cimeira, meia torcida, a Wax Poetics nº 38, DEZ/JAN, com esse grande senhor na capa!

Não tenho agora dinheiro comigo, desculpe mas guarde-ma até amanho, por favor!, guardo sim, não se preocupe, obrigado!, de nada, obrigado!

A propósito de revistas, aproveito também para lembrar a entrevista do Sensational (Jungle Brothers) à WIRE de Dezembro.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

makings of you (belo de qualquer das maneiras)

Um dia disse: "The righteous way to go" é "dos samples mais bonitos que já ouvi em toda a minha vida". Hoje, enquanto revisitava o fabuloso Curtis (1970), do Curtis Mayfield, fiz uma viagem no tempo de encontro ao original. Curioso como quando ouvi o beat do 9h Wonder já conhecia o original e ele não me veio à memória...

O original que aqui fica não é, na verdade, o original, pois esse, o de Curtis Mayfield, não existe no youtube. Mas fica o remake feito para banda sonora do filme Claudine, de 1974.



9th Wonder - The righteous way to go

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

o nascimento de uma banda


... é mais ou menos assim, como se vê abaixo. Digo mais ou menos porque no clip presente, "The Birth of a Band" é tocada, não pelo original - Quincy Jones -, mas pela "Cope Midle School Jazz Ensemble", de quem nada sei a não ser o facto de serem as únicas almas caridosas responsáveis por esta música estar disponível no youtube.
Este The birth of a band (1958) é um estrondo.