sexta-feira, 26 de março de 2010

wait a minute

Uma vez que a minha colaboração no Betrue2yourSchool me tem entusiasmado muito, e porque nele passei a participar com uma maior regularidade daquela que por aqui tinha, devo dizer que o SS ficará, de momento, suspenso. E que, até nova decisão, falando sobre Música e afins, estarei pelo Betrue2.

Big up!

segunda-feira, 8 de março de 2010

fresh

O Betrue2yourschool é um novo espaço onde eu e "o boy que mais comenta este blog" escrevemos e tocamos música juntos.
Para quem acompanha o SS, encontrará no Betrue2, da minha parte, um alinhamento semelhante ao que aqui encontra: música, muita música. As diferença maiores a registar são duas: a primeira, é a de que no Betrue2 a Música será uma entre outras coisas (sapatilhas, por exemplo :)) de que falaremos (e não em exclusivo, como aqui se passa); a segunda, é a de que a minha colaboração será num estilo mais livre e descomprometido, não tanto arrumadinho e sistemático como costumo fazer por aqui (ou assim entendo eu que o faço).
Quanto ao SS, continuará, por agora, sem qualquer alteração.

Espero que gostem!

segunda-feira, 1 de março de 2010

the dreamer


"Just when you think that real voices are gone and replaced by synthesized vocoders or perfectly melodined melodies, comes a real voice. A voice who’s texture, tone and timbre seem to trace the history of real jazz greats. A voice that when you hear it, you know that’s what defines the word voice. Ladies and Gents José James" – King Britt.

Encantador do princípio ao fim!
Jose James, que tem raízes portuguesas, esteve em tour por Portugal.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Africa

Hugh Masekela - Introducing Hedzoleh Soundz

Legends Of Benin

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

the great


The Great Ray Charles (1957)

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Se algum dia te perguntarem


qual é para ti um dos rappers mais subvalorizados e esquecidos na espuma do tempo, o que respondes?
Eu, que só agora* descobri o álbum East Side Story (1992), diria sem hesitar: Kid Frost.
Como é que este tipo anda esquecido? Como é que ninguém fala deste álbum? Mistério!
Musicalmente, é do hip-hop mais melodioso que há, naturalmente a fazer jus ao padrão estético da época (a golden age dos 90) que o hip-hop norte-americano atravessava. Mas aos samples de soul, Kid Frost junta ainda ressonâncias caribenhas (embora o seu México seja um pouco mais acima), beats muitíssimos ritmados (e heterogéneos) e coros vocais enlaçados com saxofones sugerindo um ginger ale em mangas de camisa numa praia para aqueles lados. Na faixa 8, "Spaced Out", ensaia um dubstep arrojado e obscuro (e completamente deslocado do disco, o que estranhamente não fica nada mal) e, coisa rara num rapper, deixa o beat tocar sozinho por mais de 3 minutos na última faixa, "Mi Vida Loca" (que podem checkar abaixo), fechando assim em beleza. Se liricamente não é nenhum portento, Kid Frost compensa com bom-disposição e com aquele "street knowledge" calmeirão, conselheiro. Numa palavra: pau-sa-do.
Como se a coisa já não fosse suficientemente boa, o puto Frost ainda teve tempo para fazer por essa altura uns clips muuuuito oldschool:

La Raza


No Sunshine (sample do clássico de Bill Whiters)


Mi Vida Loca


*depois do boy que mais comenta neste blog me ter mostrado o clip da "La Raza". :)

dos críticos


João Bonifácio (JB), crítico de música (entre outras coisas), assina no último ípsilon (suplemento do Público), um artigo a propósito do álbum In search of Stoney Jackson (2010), dos Strong Arm Steady, em que os elogios são tantos e tão profundos, que o leva mesmo a dizer, com honras de sub-título (na versão impressa), que estamos perante "o melhor disco de hip-hop, jazz e funk que se ouviu em muito tempo". Assalta-me logo uma dúvida: o que significa, ao certo, "em muito tempo"? Um ano, dois? Uma década? Bem, em qualquer das duas, o juízo parecer-me-ia infundado - basta pensar no álbum Early Believers (2009), de Kero One (álbum de que estranhamente ninguém falou para os melhores discos de 2009). Por outras palavras: parece-me a mim que neste artigo, o crítico padece do vício tão natural dos críticos que mais estão por dentro da "cena": o "deixar-se ir", a apreciação exacerbada própria de quem está em contacto muito directo com o autor da obra e que, por isso mesmo, acaba por se lhe toldar um pouco a razão. Compreendo o excesso (sem ironias!); mas para quem lê e depois ouve, é inevitável percepcionar uma certa alienação de quem avalia.
Mas é In Search of Stoney Jackson um mau disco? Não, claro que não. É um bom disco, até porque a produção esteve nas mãos de Madlib e isso significa inexoravelmente boa música. O que acontece é que In Search of Stoney Jackson não é o disco que JB descreve nem de perto nem de longe (cheguei mesmo a pensar na possibilidade de ter ouvido uma mixtape do mesmo grupo, mas com o nome trocado). Que os beats são muito bons, ninguém discute (volto a lembrar o factor-Madlib); mas o que também ninguém poderá conscientemente afirmar é que sejam alguma coisa de extraordinariamente fresco, original. São os samples da velha escola, o mesmo é dizer, soul e funk norte-americanos dos anos 60 e 70. Claro que um "clássico" (JB não hesita em assim apelidá-lo!) também se faz (talvez na maioria das vezes, até), não de coisas "frescas" e "originais", mas de produtos consolidados e sabiamente explorados.

... (escrevo e reescrevo mil vezes um parágrafo)
Stop: talvez esteja a ser injusto. Façam por vós próprios: antes de ouvirem o disco (ou as faixas abaixo), leiam o artigo, absorvam-no e pensem em que tipo de disco estão à espera. E depois, finalmente, oiçam-no. E dêem-me o vosso feedback. :)

O artigo (penso que é a versão completa) pode ser lido aqui.



terça-feira, 26 de janeiro de 2010

O ano da morte de J Dilla

Para além da perda (sentimental e artística) incomensurável que foi a partida do super-músico, ela inculcou um enorme estigma no meio musical norte-americano: o da constante interrogação se estamos perante um "novo J Dilla" de cada vez que aparece alguém a fazer música que de alguma forma, nem que seja a mais ínfima, se aproxime do ambiente único que Dilla criou em todos os seus registos.
Percebe-se a evocação: uma constante evocação da lenda, do enorme músico que foi Dilla. Mas os críticos devem perceber três coisas: a primeira, é a de que ao tentarem fazer comparações incomparáveis, acabam por sobrevalorizar frequententemente artistas que não serão nunca "J Dillas"; a segunda, é que esse constante paralelismo, porque infundado, acaba por vulgarizar e desvirtuar a música do próprio J Dilla; a terceira, a de que essa constante alusão, por mais saudosa e demonstrativa de respeito que seja, acaba por retirar o mérito próprio e original de quem está a fazer música agora, hoje.
J Dilla partiu, e com ele um dos melhores artistas da música norte-americana dos últimos 20, 30 anos. Mas dizer isto basta por si só, todos o sabemos.

J Dilla - Airworks (do álbum Donuts, 2006)

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

domingo, 17 de janeiro de 2010

Fado superstar

Já tem uns tempos mas eu só descobri agora! Grooooovy!

Type e Kalaf - Fado Superstar

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Shades of blue



Lançado em 2002 pela histórica editora Blue Note Records (que juntou gente como Coltrane, Horace Silver ou Donald Byrd, só para citar alguns), Shades of Blue é uma remistura de grandes registos da história do jazz americano. A receita não é, de todo, nova: construção e desconstrução de beats, lado a lado com os pianos, os saxofones ou os trompetes. Todavia, se não é nova, não deixa de ser de difícil execução. E, não sendo nova, é também sempre difícil repetir a execução com qualidade e originalidade, evitando ementas e ingredientes exaustivamente cozinhados. Obviamente que isso só está ao alcance dos melhores e Madlib, depois da partida de J Dilla, ficou provavelmente sozinho sentado no trono dos produtores da cena hip-hop norte-americana.

"Slim's Return" (original de Gene Harris & The Three Sounds)


"Song For My Father" (original de Horace Silver)